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Projeto Mulheres no Campo abre novas inscrições para capacitação gratuita de mulheres rurais em Brazlândia
Iniciativa oferece formação em cultivo de morango, marketing e empreendedorismo rural, com foco na autonomia financeira feminina
O projeto Mulheres no Campo inicia uma nova etapa em Brazlândia com a abertura de 100 vagas gratuitas destinadas à qualificação profissional de mulheres que vivem na zona rural da região. A iniciativa combina formação técnica em cultivo sustentável de morango com capacitações em marketing e empreendedorismo rural.
A execução é do Instituto Sociocultural Comunitário (ISC), com apoio do Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (SEDET-DF). O objetivo é ampliar as oportunidades de geração de renda, fortalecer a autonomia financeira e reconhecer o papel estratégico das mulheres na produção agrícola local.
Brazlândia é o principal polo produtor de morangos do Distrito Federal, responsável por mais de 60% da produção regional. Ainda assim, muitas trabalhadoras do campo enfrentam barreiras no acesso à qualificação técnica e aos mercados consumidores. O projeto surge para reduzir essas desigualdades, oferecendo formação prática, orientação técnica e incentivo à organização produtiva feminina.
Inscrições
As inscrições seguem abertas até o final de fevereiro e devem ser feitas, preferencialmente, de forma online, pelo portal da SEDET-DF:
https://app.setrab.df.gov.br/acesso
(Formulário de Inscrição – Mulheres no Campo)
Também haverá atendimento presencial na sede da organização executora, localizada na Chácara 109 B – Rodeador, Brazlândia (DF), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com suporte para preenchimento do formulário eletrônico.
Cursos e vagas
Serão ofertadas 100 vagas distribuídas em quatro turmas, com aulas de segunda a sexta-feira:
Cultivo de Morango – turno matutino: 25 vagas
Cultivo de Morango – turno vespertino: 25 vagas
Marketing – turno matutino: 25 vagas
Empreendedorismo Rural – turno vespertino:* 25 vagas
Cada curso terá carga horária total de 20 horas.
Turno matutino: das 8h às 12h
Turno vespertino: das 14h às 18h
Quem pode participar
Podem se inscrever mulheres residentes em Brazlândia e redondezas, com idade mínima de 16 anos, que atendam aos critérios estabelecidos em edital. Para candidatas de 16 e 17 anos, será exigida autorização dos responsáveis legais.
A iniciativa prioriza mulheres negras, jovens, pessoas com deficiência, imigrantes e demais grupos em situação de vulnerabilidade social, independentemente do nível de escolaridade.
Processo seletivo
A seleção ocorrerá em duas etapas. Inicialmente, as candidatas serão classificadas com base nas informações autodeclaradas no formulário de inscrição. Em caso de empate, terão prioridade aquelas que demonstrarem maior interesse ou afinidade com atividades agrícolas e empreendedoras.
O resultado final e eventuais convocações serão divulgados no site da SEDET-DF. Caso o número de inscritas ultrapasse o total de vagas, será formado cadastro reserva.
Matrícula e certificação
As candidatas selecionadas deverão comparecer ao local do curso para confirmação da matrícula, apresentando documento com foto, CPF e comprovante de residência.
Ao final da formação, receberão certificado as participantes que cumprirem pelo menos 75% da carga horária e apresentarem aproveitamento satisfatório nas atividades propostas. A certificação será validada pela entidade executora e pela SEDET-DF.
Início das aulas
A data de início será divulgada após o preenchimento das vagas, podendo haver ajustes mediante justificativa da SEDET-DF, com comunicação prévia no portal oficial.
Mais informações
Subsecretaria de Economia Solidária – SEDET-DF
📞 (61) 3777-9345
📞 (61) 3777-9324
🌐 [www.sedet.df.gov.br]
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#SERVIÇO
Projeto: Mulheres no Campo
Local: Zona rural de Brazlândia – DF (Chácara 109 B, Rodeador)
Público-alvo: Mulheres rurais em situação de vulnerabilidade social
Cursos: Cultivo de morango, marketing e empreendedorismo rural
Vagas: 100
Realização: Instituto Sociocultural Comunitário (ISC)
Fomento: Governo do Distrito Federal / SEDET-DF
Inscrições: https://sedet.df.gov.br
Até o final de fevereiro ou até o preenchimento das vagas
Destaque
Consórcio de máquinas agrícolas: 5 pontos essenciais antes de investir
Modalidade se destaca como alternativa ao crédito tradicional, com parcelas mais acessíveis e poder de compra à vista
Em expansão no país, o consórcio tem conquistado espaço também no campo. Nos últimos anos, a modalidade voltada a máquinas agrícolas tem atraído produtores rurais como alternativa para a aquisição de equipamentos. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor registrou crescimento de 149% nos últimos cinco anos, passando de 184,79 mil participantes ativos em 2020 para 460,12 mil no final de 2025.
Esse movimento reflete a busca por soluções mais planejadas e menos onerosas para investir no campo. Diante de custos elevados e do crédito mais restrito, o consórcio pode ser uma alternativa, especialmente para produtores que desejam renovar ou ampliar a frota de maquinário sem comprometer o fluxo de caixa. Diferentemente do financiamento tradicional, a modalidade não cobra juros, o que torna o valor final mais previsível e, em muitos casos, mais acessível.
“Além disso, as parcelas tendem a ser mais acessíveis, facilitando o planejamento financeiro do produtor. Outro diferencial é a flexibilidade na escolha do bem: ao ser contemplado, o consorciado pode adquirir o equipamento conforme sua necessidade, dentro do valor da carta de crédito”, explica o especialista em finanças e CEO da GFX – Inteligência Financeira, Philippe Enke Mathieu.
O especialista ainda ressalta que o consórcio também garante poder de compra à vista, já que a carta de crédito permite negociar melhores condições diretamente com fornecedores, o que pode resultar em descontos e maior poder de barganha. Por essa razão, o modelo tem se consolidado como uma ferramenta importante de gestão financeira no agronegócio.
“É uma forma do produtor se organizar melhor no longo prazo, sem a pressão dos juros e com maior previsibilidade. É uma solução interessante principalmente em momentos de instabilidade econômica, pois equilibra investimento e controle financeiro”, afirma Mathieu. Outro ponto positivo é a possibilidade de antecipação da contemplação por meio de lances, o que pode acelerar a aquisição do maquinário. Assim, o consórcio atende tanto perfis mais conservadores, que preferem planejamento de longo prazo, quanto aqueles que buscam maior agilidade.
Para aproveitar os benefícios do consórcio com mais segurança, é importante considerar alguns aspectos antes da contratação. Confira 5 dicas essenciais antes de investir:
1. Avalie sua capacidade de pagamento
Antes de aderir ao consórcio, o produtor deve analisar o fluxo de caixa e prever o impacto das parcelas no orçamento. Como se trata de um compromisso de longo prazo, o valor precisa ser sustentável ao longo do tempo. Esse cuidado evita inadimplência e garante que o investimento não comprometa outras áreas da produção.
2. Escolha administradoras autorizadas e confiáveis
Optar por empresas regulamentadas e com boa reputação no mercado é fundamental para reduzir riscos. A verificação junto ao Banco Central e a análise do histórico da administradora trazem mais segurança ao negócio. “É essencial buscar instituições sólidas, pois isso garante transparência e segurança ao consorciado”, afirma o CEO da GFX.
3. Entenda todas as taxas envolvidas
Embora não haja cobrança de juros, o consórcio inclui taxa de administração e outros custos diluídos no prazo. Ler atentamente o contrato permite compreender o valor total do investimento e evitar surpresas. Essa análise também ajuda a comparar diferentes planos e escolher o mais vantajoso.
4. Planeje o momento ideal para a contemplação
O produtor deve avaliar se pode aguardar o sorteio ou se pretende antecipar a carta de crédito com lances. Essa decisão precisa considerar o calendário agrícola e a necessidade real do maquinário.
“Quando bem planejado, o consórcio permite alinhar investimento e momento produtivo, aumentando a eficiência no campo”, destaca Mathieu.
5. Use o poder de compra à vista a seu favor
Após a contemplação, a carta de crédito permite negociar diretamente com fornecedores como pagamento à vista. Isso amplia o poder de barganha e pode resultar em descontos ou melhores condições comerciais. A estratégia contribui para reduzir custos e otimizar o retorno sobre o investimento.
Destaque
MT sai na frente e regulamenta uso de biomassa de madeira nativa
Decreto assinado pelo governo cria regra inédita no país, com certificação e rastreabilidade do insumo florestal
Mato Grosso saiu na frente na agenda ambiental e energética ao se tornar o primeiro estado do país a regulamentar e certificar o uso da biomassa oriunda de madeira nativa. O decreto que institui o Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa 2025–2040 foi assinado no último dia 30 de março, no Palácio Paiaguás.
O documento, elaborado em conjunto pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), cria um marco regulatório para o setor, ao estabelecer regras de rastreabilidade, legalidade e uso eficiente da biomassa florestal, hoje considerada insumo estratégico para a indústria e para a transição energética.
Na prática, o plano reorganiza toda a cadeia florestal, da produção ao consumo industrial, e transforma resíduos de supressão vegetal, que muitas vezes eram descartados ou queimados, em fonte de energia e valor econômico. A proposta também cria um ambiente mais previsível para investimentos, ao oferecer segurança jurídica e padronização no uso do insumo.
O documento é estruturado em três frentes: expansão das florestas plantadas, fortalecimento do manejo sustentável e desenvolvimento da cadeia produtiva da madeira e da biomassa. Entre as metas, está a ampliação da área de florestas plantadas para até 700 mil hectares e de áreas sob manejo sustentável para 6,5 milhões de hectares até 2040 .
Outro eixo relevante é a mudança gradual no perfil da biomassa utilizada pela indústria. O Estado prevê a redução progressiva da dependência de matéria-prima oriunda de supressão vegetal autorizada, incentivando o uso de fontes mais sustentáveis, como florestas plantadas e resíduos industriais.
A biomassa florestal já tem papel central na matriz energética de Mato Grosso, especialmente em cadeias como agroindústria e siderurgia. Com a regulamentação, o Estado não apenas organiza esse mercado, como amplia sua competitividade em um cenário global cada vez mais orientado por critérios ambientais.
Para o CEO da MC Empreendimentos e Participações, Cidinho Santos, a medida consolida um novo momento para o setor.
“O que Mato Grosso está fazendo é sair na frente ao transformar um recurso que muitas vezes era desperdiçado em uma solução energética e industrial estruturada. Com regras claras e segurança jurídica, o Estado cria um ambiente favorável para investimentos e fortalece toda a cadeia produtiva da biomassa”, afirmou.
Além do impacto econômico, o plano também dialoga diretamente com a agenda climática. Ao estimular fontes renováveis e reduzir a queima de resíduos florestais, a política contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa e para a consolidação de uma economia de baixo carbono.
Destaque
Microcrédito avança no Norte e Centro-Oeste e já atinge até 40% do volume de 2025
Crescimento já é expressivo em março e impulsiona a agricultura familiar com maior acesso ao crédito produtivo
O microcrédito produtivo orientado começou em 2026 em ritmo acelerado e já apresenta resultados robustos logo no primeiro trimestre. Apenas até março, regiões como Norte e Centro-Oeste já atingiram entre 30% e 40% de todo o volume contratado ao longo de 2025, sinalizando um avanço consistente da política de inclusão financeira, com impacto direto na agricultura familiar.
No Centro-Oeste, foram registradas 1.249 operações de microcrédito até março, o que representa cerca de 40% das 3.132 contratações realizadas em todo o ano passado. Em volume financeiro, já são R$ 17 milhões aplicados, frente aos R$ 42 milhões movimentados em 2025.
Na região Norte, o desempenho também chama atenção. Foram firmados 12.742 contratos de microcrédito rural apenas nos primeiros meses do ano, cerca de 30% do total registrado no ano anterior. Em recursos, o volume já chega a R$ 158 milhões até março, superando com folga os R$ 42 milhões aplicados ao longo de todo o ano de 2025.
O avanço é puxado, principalmente, pelo crédito voltado ao campo. A maior parte das operações segue concentrada na pecuária, mas a agricultura familiar tem ampliado sua participação, consolidando o microcrédito como uma ferramenta estratégica para pequenos produtores. O acesso a recursos de menor valor, aliado à orientação técnica, permite investimentos mais seguros em insumos, estrutura produtiva e aumento da renda no meio rural.
A expansão também reflete a maior capilaridade das operações. Iniciativas como mutirões de atendimento e a atuação de instituições financeiras em parceria com agentes locais têm levado crédito a regiões onde o acesso ainda era limitado, ampliando o alcance da política pública.
Nesse cenário, a Cactvs, instituição de pagamento credenciada pela Caixa Econômica Federal para operar microcrédito rural nas regiões Norte e Centro-Oeste, tem atuado diretamente na ampliação desse acesso, conectando pequenos produtores ao sistema financeiro.
Para a presidente da Cactvs, Kelvia Carneiro, o crescimento registrado já no início do ano demonstra a consolidação do microcrédito como instrumento de desenvolvimento. “O que estamos vendo é uma mudança estrutural no acesso ao crédito no Brasil. O microcrédito chega onde o sistema tradicional não alcança, especialmente para agricultores familiares que precisam de recursos acessíveis para produzir e crescer”, afirma.
Na prática, o impacto vai além do financiamento. O fortalecimento da agricultura familiar contribui para o desenvolvimento das economias locais, geração de renda e maior estabilidade na produção de alimentos. Em regiões onde o microcrédito avança, observa-se maior dinamismo econômico e inclusão produtiva.
Com o desempenho já registrado até março, a expectativa é de que 2026 consolide um novo patamar para o microcrédito no Brasil, ampliando seu papel no financiamento da base produtiva e no fortalecimento da agricultura familiar.
