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Consórcio de máquinas agrícolas: 5 pontos essenciais antes de investir
Modalidade se destaca como alternativa ao crédito tradicional, com parcelas mais acessíveis e poder de compra à vista
Em expansão no país, o consórcio tem conquistado espaço também no campo. Nos últimos anos, a modalidade voltada a máquinas agrícolas tem atraído produtores rurais como alternativa para a aquisição de equipamentos. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor registrou crescimento de 149% nos últimos cinco anos, passando de 184,79 mil participantes ativos em 2020 para 460,12 mil no final de 2025.
Esse movimento reflete a busca por soluções mais planejadas e menos onerosas para investir no campo. Diante de custos elevados e do crédito mais restrito, o consórcio pode ser uma alternativa, especialmente para produtores que desejam renovar ou ampliar a frota de maquinário sem comprometer o fluxo de caixa. Diferentemente do financiamento tradicional, a modalidade não cobra juros, o que torna o valor final mais previsível e, em muitos casos, mais acessível.
“Além disso, as parcelas tendem a ser mais acessíveis, facilitando o planejamento financeiro do produtor. Outro diferencial é a flexibilidade na escolha do bem: ao ser contemplado, o consorciado pode adquirir o equipamento conforme sua necessidade, dentro do valor da carta de crédito”, explica o especialista em finanças e CEO da GFX – Inteligência Financeira, Philippe Enke Mathieu.
O especialista ainda ressalta que o consórcio também garante poder de compra à vista, já que a carta de crédito permite negociar melhores condições diretamente com fornecedores, o que pode resultar em descontos e maior poder de barganha. Por essa razão, o modelo tem se consolidado como uma ferramenta importante de gestão financeira no agronegócio.
“É uma forma do produtor se organizar melhor no longo prazo, sem a pressão dos juros e com maior previsibilidade. É uma solução interessante principalmente em momentos de instabilidade econômica, pois equilibra investimento e controle financeiro”, afirma Mathieu. Outro ponto positivo é a possibilidade de antecipação da contemplação por meio de lances, o que pode acelerar a aquisição do maquinário. Assim, o consórcio atende tanto perfis mais conservadores, que preferem planejamento de longo prazo, quanto aqueles que buscam maior agilidade.
Para aproveitar os benefícios do consórcio com mais segurança, é importante considerar alguns aspectos antes da contratação. Confira 5 dicas essenciais antes de investir:
1. Avalie sua capacidade de pagamento
Antes de aderir ao consórcio, o produtor deve analisar o fluxo de caixa e prever o impacto das parcelas no orçamento. Como se trata de um compromisso de longo prazo, o valor precisa ser sustentável ao longo do tempo. Esse cuidado evita inadimplência e garante que o investimento não comprometa outras áreas da produção.
2. Escolha administradoras autorizadas e confiáveis
Optar por empresas regulamentadas e com boa reputação no mercado é fundamental para reduzir riscos. A verificação junto ao Banco Central e a análise do histórico da administradora trazem mais segurança ao negócio. “É essencial buscar instituições sólidas, pois isso garante transparência e segurança ao consorciado”, afirma o CEO da GFX.
3. Entenda todas as taxas envolvidas
Embora não haja cobrança de juros, o consórcio inclui taxa de administração e outros custos diluídos no prazo. Ler atentamente o contrato permite compreender o valor total do investimento e evitar surpresas. Essa análise também ajuda a comparar diferentes planos e escolher o mais vantajoso.
4. Planeje o momento ideal para a contemplação
O produtor deve avaliar se pode aguardar o sorteio ou se pretende antecipar a carta de crédito com lances. Essa decisão precisa considerar o calendário agrícola e a necessidade real do maquinário.
“Quando bem planejado, o consórcio permite alinhar investimento e momento produtivo, aumentando a eficiência no campo”, destaca Mathieu.
5. Use o poder de compra à vista a seu favor
Após a contemplação, a carta de crédito permite negociar diretamente com fornecedores como pagamento à vista. Isso amplia o poder de barganha e pode resultar em descontos ou melhores condições comerciais. A estratégia contribui para reduzir custos e otimizar o retorno sobre o investimento.
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MT sai na frente e regulamenta uso de biomassa de madeira nativa
Decreto assinado pelo governo cria regra inédita no país, com certificação e rastreabilidade do insumo florestal
Mato Grosso saiu na frente na agenda ambiental e energética ao se tornar o primeiro estado do país a regulamentar e certificar o uso da biomassa oriunda de madeira nativa. O decreto que institui o Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa 2025–2040 foi assinado no último dia 30 de março, no Palácio Paiaguás.
O documento, elaborado em conjunto pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), cria um marco regulatório para o setor, ao estabelecer regras de rastreabilidade, legalidade e uso eficiente da biomassa florestal, hoje considerada insumo estratégico para a indústria e para a transição energética.
Na prática, o plano reorganiza toda a cadeia florestal, da produção ao consumo industrial, e transforma resíduos de supressão vegetal, que muitas vezes eram descartados ou queimados, em fonte de energia e valor econômico. A proposta também cria um ambiente mais previsível para investimentos, ao oferecer segurança jurídica e padronização no uso do insumo.
O documento é estruturado em três frentes: expansão das florestas plantadas, fortalecimento do manejo sustentável e desenvolvimento da cadeia produtiva da madeira e da biomassa. Entre as metas, está a ampliação da área de florestas plantadas para até 700 mil hectares e de áreas sob manejo sustentável para 6,5 milhões de hectares até 2040 .
Outro eixo relevante é a mudança gradual no perfil da biomassa utilizada pela indústria. O Estado prevê a redução progressiva da dependência de matéria-prima oriunda de supressão vegetal autorizada, incentivando o uso de fontes mais sustentáveis, como florestas plantadas e resíduos industriais.
A biomassa florestal já tem papel central na matriz energética de Mato Grosso, especialmente em cadeias como agroindústria e siderurgia. Com a regulamentação, o Estado não apenas organiza esse mercado, como amplia sua competitividade em um cenário global cada vez mais orientado por critérios ambientais.
Para o CEO da MC Empreendimentos e Participações, Cidinho Santos, a medida consolida um novo momento para o setor.
“O que Mato Grosso está fazendo é sair na frente ao transformar um recurso que muitas vezes era desperdiçado em uma solução energética e industrial estruturada. Com regras claras e segurança jurídica, o Estado cria um ambiente favorável para investimentos e fortalece toda a cadeia produtiva da biomassa”, afirmou.
Além do impacto econômico, o plano também dialoga diretamente com a agenda climática. Ao estimular fontes renováveis e reduzir a queima de resíduos florestais, a política contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa e para a consolidação de uma economia de baixo carbono.
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Microcrédito avança no Norte e Centro-Oeste e já atinge até 40% do volume de 2025
Crescimento já é expressivo em março e impulsiona a agricultura familiar com maior acesso ao crédito produtivo
O microcrédito produtivo orientado começou em 2026 em ritmo acelerado e já apresenta resultados robustos logo no primeiro trimestre. Apenas até março, regiões como Norte e Centro-Oeste já atingiram entre 30% e 40% de todo o volume contratado ao longo de 2025, sinalizando um avanço consistente da política de inclusão financeira, com impacto direto na agricultura familiar.
No Centro-Oeste, foram registradas 1.249 operações de microcrédito até março, o que representa cerca de 40% das 3.132 contratações realizadas em todo o ano passado. Em volume financeiro, já são R$ 17 milhões aplicados, frente aos R$ 42 milhões movimentados em 2025.
Na região Norte, o desempenho também chama atenção. Foram firmados 12.742 contratos de microcrédito rural apenas nos primeiros meses do ano, cerca de 30% do total registrado no ano anterior. Em recursos, o volume já chega a R$ 158 milhões até março, superando com folga os R$ 42 milhões aplicados ao longo de todo o ano de 2025.
O avanço é puxado, principalmente, pelo crédito voltado ao campo. A maior parte das operações segue concentrada na pecuária, mas a agricultura familiar tem ampliado sua participação, consolidando o microcrédito como uma ferramenta estratégica para pequenos produtores. O acesso a recursos de menor valor, aliado à orientação técnica, permite investimentos mais seguros em insumos, estrutura produtiva e aumento da renda no meio rural.
A expansão também reflete a maior capilaridade das operações. Iniciativas como mutirões de atendimento e a atuação de instituições financeiras em parceria com agentes locais têm levado crédito a regiões onde o acesso ainda era limitado, ampliando o alcance da política pública.
Nesse cenário, a Cactvs, instituição de pagamento credenciada pela Caixa Econômica Federal para operar microcrédito rural nas regiões Norte e Centro-Oeste, tem atuado diretamente na ampliação desse acesso, conectando pequenos produtores ao sistema financeiro.
Para a presidente da Cactvs, Kelvia Carneiro, o crescimento registrado já no início do ano demonstra a consolidação do microcrédito como instrumento de desenvolvimento. “O que estamos vendo é uma mudança estrutural no acesso ao crédito no Brasil. O microcrédito chega onde o sistema tradicional não alcança, especialmente para agricultores familiares que precisam de recursos acessíveis para produzir e crescer”, afirma.
Na prática, o impacto vai além do financiamento. O fortalecimento da agricultura familiar contribui para o desenvolvimento das economias locais, geração de renda e maior estabilidade na produção de alimentos. Em regiões onde o microcrédito avança, observa-se maior dinamismo econômico e inclusão produtiva.
Com o desempenho já registrado até março, a expectativa é de que 2026 consolide um novo patamar para o microcrédito no Brasil, ampliando seu papel no financiamento da base produtiva e no fortalecimento da agricultura familiar.
