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Fatec Pompeia abre inscrições para vestibular com cursos de referência nas áreas de Agronegócio e Tecnologia da Informação
A Faculdade de Tecnologia disponibiliza 120 vagas para formações únicas no Brasil; saiba como participar
Reconhecida como uma das principais instituições do país no ensino superior público em Tecnologia e Agricultura, a Faculdade de Tecnologia de Pompeia “Shunji Nishimura” (Fatec Pompeia) abriu as inscrições para o vestibular dos cursos superiores em Mecanização em Agricultura de Precisão e Tecnologia em Sistemas Inteligentes. Os interessados podem se inscrever até 7 de novembro pelo site: https://vestibular.fatec.sp.gov.br.
Ao todo, a Fatec Pompeia disponibiliza 120 vagas aos candidatos, sendo 80 delas destinadas ao curso de Mecanização em Agricultura de Precisão nos períodos diurno e noturno e 40 ao curso de Tecnologia em Sistemas Inteligentes no período noturno, os únicos das respectivas categorias no Brasil, conforme ressalta a Profa. Dra. Marisa Faulin, Diretora da Fatec Pompeia
“Os dois cursos oferecidos pela Fatec Pompeia são inéditos no Brasil e têm atraído pessoas de diversas regiões do país; em especial, os profissionais que têm observado o movimento do mercado mundial em favor dos segmentos de Agricultura e Tecnologia da Informação. Apenas em território nacional, empresas que unem essas duas áreas tiveram um crescimento superior à margem de 100% no último ano, como destacou o relatório Radar Agtech. Esse número revela um mercado aquecido que demanda cada vez mais profissionais”, pontua.
Com mais de 1000 alunos formados em 16 anos de atuação, a Fatec Pompeia mantém uma das melhores estruturas acadêmica e tecnológica da região, formada por laboratórios com equipamentos de última geração, graças às parcerias com grandes empresas nacionais e internacionais. Além disso, a instituição detém uma taxa de empregabilidade de alunos formados próxima aos 100%, devido à qualidade de formação e o reconhecimento de seus egressos.
A Fatec Pompeia nasceu de uma parceria da Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia com o Centro Paula Souza, do Governo do Estado de São Paulo, responsável pela educação profissional tecnológica. Atualmente, a Faculdade conta com a parceria de companhias de renome como Google, Dell, Totvs, Grupo Jacto, John Deere, Case, New Holland, Solinftec, Topcon, Trimble, entre outras.
Mecanização em Agricultura de Precisão
Anualmente, a Fatec Pompeia Shunji Nishimura disponibiliza 80 vagas para o Curso Superior de Tecnologia Mecanização em Agricultura de Precisão, formação gratuita e a única brasileira na área. Com a duração de 6 semestres e a realização na modalidade presencial em períodos diurno e noturno, a formação prepara os estudantes para conhecer o funcionamento e a manutenção das máquinas agrícolas – tratores, distribuidores de fertilizantes e corretivos, semeadoras, pulverizadores e colhedoras. Além disso, o curso ensina os alunos a utilizar softwares e tecnologias para gerar e interpretar dados provenientes das máquinas agrícolas, assim como comandar a execução de tarefas específicas, como a aplicação de fertilizantes e corretivos de acordo com as características de cada área mapeada.
Tecnologia em Sistemas Inteligentes
Lançado em 2025, o curso superior de Tecnologia em Sistemas Inteligentes é inédito no Brasil, e já um dos cursos mais procurados no Centro Paula Souza no estado de São Paulo e está integrado às áreas de Agronegócio, Saúde, Indústria 4.0, Bioinformática e Serviços. O Curso Superior, gratuito e presencial, capacita profissionais para o desenvolvimento de sistemas computacionais Full Stack, integrando tecnologias de Ciência de Dados, Inteligência Artificial e Sistemas Ciber-Físicos. A formação é gratuita e tem duração de três anos, sendo realizada no período noturno.
As inscrições para o Vestibular Fatec 2026 podem ser realizadas até o dia 07 de novembro pelo site https://vestibular.fatec.sp.gov.br.
Destaque
7 inovações do seguro rural para se adaptar às mudanças climáticas
Novas tecnologias e coberturas ampliam a proteção no campo diante de perdas bilionárias causadas por eventos climáticos extremos
O avanço das mudanças climáticas já impacta diversos setores da economia global, especialmente o agronegócio. Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura apontam que eventos extremos provocaram perdas de US$ 3,8 trilhões na agropecuária mundial nos últimos 30 anos, o equivalente a um prejuízo médio anual de US$ 123 bilhões. Diante desse cenário, cresce a necessidade de adoção de medidas de proteção no campo, com o uso de novas tecnologias e a ampliação das coberturas de seguro.
Para atender às necessidades dos produtores, essas soluções se tornaram mais inteligentes e personalizadas, combinando dados, monitoramento remoto – com uso de drones, sensores e inteligência artificial – e novas modalidades de seguro. “A tendência é que o seguro deixe de ser apenas uma proteção contra perdas e passe a atuar como uma ferramenta de gestão de risco integrada à tecnologia e à tomada de decisão no campo”, afirma o CEO da GFX – Inteligência Financeira, Philippe Enke Mathieu.
Hoje, além das lavouras, o seguro já contempla máquinas, estruturas, estoques e até animais, embora ainda com baixa adesão em algumas áreas, como a pecuária, que cobre menos de 5% do rebanho nacional.
“A tecnologia tem sido uma grande aliada na evolução do seguro rural. O uso de drones, sensores e imagens de satélite permite monitorar lavouras, rebanhos e condições climáticas em tempo real, tornando a análise de risco mais precisa e as indenizações mais rápidas. Nesse contexto, o seguro ganha força justamente por se apoiar nesses dados confiáveis, ampliando o acesso do produtor a soluções mais modernas e eficientes”, ressalta Mathieu.
Além disso, o avanço dessas tecnologias também impulsiona o seguro voltado aos próprios equipamentos, como os drones. Com alto valor agregado e papel estratégico na gestão das propriedades, esses dispositivos já podem ser protegidos contra danos, falhas operacionais e até roubos, garantindo mais segurança ao produtor e continuidade nas atividades no campo.
Confira 7 inovações do seguro rural para se adaptar às mudanças climáticas:
1. Monitoramento por drones e satélites
O uso de drones permite acompanhar lavouras em tempo real, facilitando a análise de riscos e agilizando a regulação de sinistros. Já existem apólices específicas para equipamentos de monitoramento, cobrindo danos, falhas e até perda do equipamento.
2. Seguro para equipamentos tecnológicos
Além de tratores e máquinas, o seguro rural agora inclui dispositivos como sensores, estações meteorológicas e drones, protegendo investimentos em agricultura de precisão.“Equipamentos como sensores, estações meteorológicas e drones são cada vez mais essenciais, e o seguro garante proteção a esses investimentos”, aponta o CEO da GFX.
3. Cobertura ampliada para lavouras (multirrisco)
Modelos mais modernos cobrem diversos eventos climáticos, como seca, granizo e geada, em uma única apólice, aumentando a segurança financeira do produtor.
4. Proteção para rebanhos
Apesar de ainda pouco difundido, o seguro para animais é importante, pois cobre morte por doenças, acidentes e eventos climáticos. A tendência é que essa modalidade registre crescimento com a intensificação dos riscos sanitários e climáticos.
5. Personalização com uso de inteligência artificial
As seguradoras já utilizam dados para criar apólices sob medida, considerando cultura, localização, histórico climático e nível tecnológico da propriedade.
6. Integração com crédito rural
O seguro passa a ser integrado ao financiamento agrícola, funcionando como garantia e facilitando o acesso a crédito.
7. Cobertura para toda a cadeia produtiva
Além da produção, o seguro evolui para proteger armazenagem, transporte e comercialização, ampliando a visão de risco no agronegócio.
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Tribunal responsabiliza fornecedora de sementes por prejuízo do agricultor após negativa de seguro
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de empresa fornecedora de sementes ao pagamento de indenização por danos materiais a produtor rural que teve a cobertura de seguro agrícola negada após perda de safra; a decisão foi proferida pela 36ª Câmara de Direito Privado no julgamento da Apelação Cível nº 1000883-48.2017.8.26.0352, da Comarca de Miguelópolis (SP)
De acordo com o processo, o produtor contratou financiamento para custeio da safra 2014/2015, com seguro vinculado à operação, e adquiriu sementes de soja divulgadas pela fabricante como aptas ao plantio na região. Após estiagem, houve perda da produção, mas a seguradora recusou o pagamento da indenização sob o fundamento de que a cultivar utilizada não atendia ao zoneamento agrícola exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A perícia judicial concluiu que, embora a variedade tivesse sido recomendada comercialmente para a região, a informação não havia sido cadastrada junto ao Ministério da Agricultura com a antecedência necessária para homologação. Segundo o acórdão, a fornecedora não alertou o produtor sobre a irregularidade e realizou a venda com indicação de compatibilidade com a área de plantio, circunstância que levou à negativa da cobertura securitária e ao prejuízo suportado pelo agricultor.
No julgamento, o colegiado afastou a alegação de decadência, ao considerar que o vício discutido não era de fácil constatação, pois dependia de análise técnica e de prova pericial para ser verificado.
O Tribunal também reconheceu a aplicação do Código de Defesa do Consumidor, ainda que o autor fosse produtor rural e tivesse adquirido as sementes como insumo produtivo, por entender que a proteção legal alcança também quem é exposto a práticas comerciais inadequadas.
A Câmara deu provimento parcial ao recurso apenas para excluir a condenação por danos morais, mantendo a indenização por danos materiais.
De acordo com a advogada Thaisi Jorge, sócia do escritório Dino, Siqueira & Jorge, que conduziu a ação, em relações que envolvem insumos agrícolas e seguro rural, a precisão das informações técnicas é determinante para a validade da cobertura securitária e pode gerar responsabilidade quando causa prejuízo ao produtor. “A decisão evidencia que a responsabilidade no fornecimento de insumos agrícolas não se limita à qualidade do produto, mas também alcança as informações técnicas que influenciam a contratação de financiamento e de seguro da safra”, destaca.
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Biocombustível: o antídoto brasileiro frente à crise energética global
*Por Cidinho Santos
A história mostra que grandes crises energéticas costumam abrir caminhos para mudanças estruturais. Foi assim na década de 1970, quando o Brasil, pressionado pelo choque do petróleo, criou o Pró-Álcool e deu início a uma das cadeias produtivas mais eficientes do mundo. Agora, diante das incertezas no tabuleiro geopolítico e de uma nova escalada global dos combustíveis fósseis, o Brasil se encontra em uma posição singular, com a oportunidade de ampliar, avançar e consolidar uma maior participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional.
O mundo vive um cenário de instabilidade energética. Enquanto os tambores de guerra ecoam no Oriente Médio e as tensões escalam em regiões vitais para o suprimento de energia, o preço do barril de petróleo voltou a assombrar as economias globais, superando os US$ 100, impulsionado pelo risco de interrupções no fornecimento global. Isso impacta diretamente o custo do diesel, do transporte, dos fertilizantes e, consequentemente, de toda a cadeia produtiva.
No Brasil, esse efeito já é sentido no campo. O diesel mais caro pressiona o frete, encarece a produção, diminui a margem e reduz a competitividade. Mas, ao contrário de muitos países, temos uma vantagem estratégica clara, que ameniza estes impactos e pode ganhar muito mais protagonismo, passando a ser um verdadeiro triunfo contra a volatilidade do mercado internacional: os biocombustíveis.
Esse não é um ativo trivial. É, hoje, um diferencial competitivo e um escudo econômico.
O Brasil construiu, ao longo de décadas, com visão e persistência, a indústria de biocombustíveis mais sofisticada do mundo. Dispomos de matéria prima abundante, integração da cadeia produtiva, alta tecnologia de processamento e capacidade de escala como poucos países, sendo ambientalmente mais responsáveis, despontando ainda na vanguarda da descarbonização.
O etanol e o biodiesel, por exemplo, deixaram de ser apostas para se tornarem pilares da matriz energética nacional, com misturas obrigatórias entre as mais significativas do planeta. Além disso, a maior parte da frota nacional está preparada para utilizar diferentes combinações de combustíveis, o que dá flexibilidade ao sistema. Contudo, precisamos avançar muito mais para não sermos vítimas da subutilização do nosso potencial.
Mato Grosso é um exemplo claro disso. O estado é líder na produção de grãos e maior produtor de etanol de milho do País. Para se ter uma ideia, na produção total de etanol, saímos de 2,44 bilhões de litros na safra 19/20 – com equilíbrio de produção de etanol de cana de açúcar e de milho e devemos alcançar na safra 26/27, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) cerca de 8,44 bilhões de litros, sendo 86% desse montante oriundo da produção de etanol de milho, o que representa um aumento exponencial de 500% somente deste produto, no período. Nesse ínterim, o estado também praticamente dobrou sua produção de biodiesel, alcançando um recorde de 2,30 bilhões de litros em 2025, consolidando-se como segundo maior produtor do Brasil. Ou seja, temos matéria-prima, escala e tecnologia para ampliar ainda mais nossa participação na matriz energética nacional. O que falta, portanto, não é capacidade produtiva, mas decisão política.
Nesse contexto, a necessidade da ampliação agora da mistura de biodiesel ao diesel para 20% – o chamado B20 e do etanol na gasolina para 35% (E35), deixa de ser apenas uma agenda setorial e passa a ser uma decisão estratégica de Estado. Elevar a mistura de biocombustíveis aos combustíveis fósseis é uma medida concreta, de impacto imediato. Isso reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, protege a economia das oscilações internacionais e ainda fortalece a cadeia produtiva nacional, gerando emprego e renda, atraindo investimentos e promovendo o desenvolvimento regional.
Diante de um cenário internacional marcado por incertezas, o Brasil não pode hesitar. Ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética não é apenas desejável — é necessário. Sem contar que neste momento, por exemplo, o preço do óleo diesel A S10 importado está em R$ 6,40/litro, valor mais alto que o biodiesel, comercializado a R$ 5,15/litro, segundo dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que reafirma mais um benefício direto, com redução do valor final para o consumidor. Ou seja, precisamos fazer escolhas que fortaleçam a produção interna, reduzam as nossas vulnerabilidades, protejam o consumidor e reafirmem a autonomia do país em um mundo cada vez mais volátil.
Se há uma lição a ser tirada da atual crise energética global é que: depender excessivamente de fontes externas e concentradas de energia é um risco estratégico.
Nosso país é um gigante energético que ainda não despertou completamente para o seu próprio potencial. Temos todas as condições de estabelecer alternativas reais ao petróleo, com competitividade de mercado e produção 100% nacional. O que falta é transformar isso em política de Estado, com previsibilidade e regulamentação, que garantam segurança aos investimentos para ampliação da capacidade produtiva com confiança e estabilidade.
O futuro da energia está sendo disputado agora. E, graças à sua trajetória, o Brasil já saiu na frente nesta competição. Temos o remédio nas mãos. Temos biocombustíveis. É hora de usar essa vantagem estratégica para proteger nossa economia e mostrar que o futuro, além de verde, é produzido em solo brasileiro!
*Cidinho Santos é ex-senador por MT, empresário do agronegócio e CEO do Grupo MC Empreendimentos e Participações.
