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PZ Empreendimentos avança em Mato Grosso em meio ao boom imobiliário impulsionado pelo agro
Crescimento econômico no interior do estado acelera valorização imobiliária, fomenta bairros planejados e amplia demanda por projetos corporativos e logísticos
A PZ Empreendimentos consolida sua presença em Mato Grosso com três empreendimentos em andamento em Sinop em um cenário de forte expansão do mercado imobiliário no interior do estado. Esse boom é impulsionado pelo agronegócio e pelo crescimento acelerado de cidades como Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde, que registram valorização urbana e aumento da demanda por projetos corporativos, logísticos e bairros planejados.
Esse movimento é sustentado por indicadores econômicos robustos. Em Sinop, por exemplo, mais de 8 mil novas empresas foram abertas em 2025, um crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior, refletindo o dinamismo da economia local. O avanço do agro e da agroindústria gera um efeito em cadeia que impulsiona setores como construção civil, serviços e o próprio mercado imobiliário.
Com mais renda circulando, aumento populacional e demanda crescente por infraestrutura, o cenário exige soluções que vão além da habitação tradicional. É nesse contexto que a PZ estrutura sua atuação no estado, com projetos que acompanham a nova dinâmica econômica e urbana da região.
Entre os empreendimentos, o PZ Offices surge para atender à demanda por espaços corporativos modernos, alinhados ao novo perfil empresarial das cidades do interior. Já o PZ Log acompanha o avanço da logística, oferecendo infraestrutura voltada ao escoamento e armazenamento, diretamente conectada ao crescimento do agro. No segmento urbano, o Parque Sinop reforça a tendência de bairros planejados, com foco em qualidade de vida e valorização imobiliária.
Para o CEO da PZ Empreendimentos, Filipe Pitz, o ambiente econômico do estado foi determinante para a expansão da empresa.
“O agro foi o grande motor dessa transformação. Ele não só gera riqueza, como cria uma demanda real por cidades mais estruturadas, com serviços, moradia qualificada e espaços empresariais modernos. Mato Grosso vive um momento único, e a PZ chega para contribuir com esse novo ciclo de desenvolvimento”, afirma.
Segundo ele, a estratégia da empresa está baseada em planejamento e visão de longo prazo.
“Não estamos falando apenas de construir, mas de desenvolver projetos que acompanhem o crescimento das cidades. O PZ Offices, o PZ Log e o Parque Sinop são exemplos dessa atuação integrada, pensada para atender às novas necessidades do mercado”, completa.
Com projeções de crescimento econômico acima da média nacional, Mato Grosso consolida um cenário que atrai investidores e amplia o protagonismo do interior. Nesse contexto, o mercado imobiliário se fortalece como um dos principais vetores desse desenvolvimento, acompanhando e estruturando a transformação das cidades.
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Exportações 2025: Balanço das exportações do setor florestal paranaense em 2025 demonstra impacto causado pelo tarifaço
Segmento de molduras teve queda de 61%, enquanto portas de madeira sofreram retração de 55% no comércio exterior
As exportações do setor florestal do Paraná no ano de 2025 sofreram forte impacto com o tarifaço aplicado pelo governo norte-americano. Dados compilados pela Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) apontam forte retração, especialmente em produtos com forte dependência dos Estados Unidos.
É o caso do segmento de molduras, cuja exportação destinou-se principalmente ao mercado norte-americano (98%) em 2025, sendo atingido em cheio pelo tarifaço. Nesse segmento, houve queda de cerca de 61% em 2025, com valor total exportado de US$ 150 milhões no período, diante dos US$ 241 milhões em 2024.
Já no segmento portas de madeira, que destinou 95% do produto aos Estados Unidos em 2025, a retração atingiu 55%, totalizando US$ 57 milhões em 2025 comparando com os US$ 88 milhões exportados no ano anterior.
Segundo o presidente da APRE Florestas, Fabio Brun, as consequências não foram apenas de ordem econômica, mas também social. Levantamentos do setor apontam a perda de 10 mil empregos ao longo do ano, especialmente no segundo semestre de 2025. “O ambiente de negócios mantém-se turbulento, o tarifaço continua sendo um grande desafio para as empresas em 2026, que precisam direcionar sua estratégia de negócio, seu portfólio de produtos e buscar alternativas”, afirma.
Outros produtos também tiveram recuo, motivado pelo aumento da oferta e queda nos preços. Foi o caso da biomassa florestal, que sofreu redução de 38% nas exportações (de US$ 29 milhões em 2024 para US$ 21 milhões em 2025), seguida de compensado de pinus (-13%), totalizando US$ 488 milhões em exportações, e celulose (-11%), com valor exportado de US$ 364 milhões.
Contra a tendência geral, apenas quatro setores cresceram. São eles: serrado de folhosas, com valor exportado de US$ 17 milhões (+21,4%), móveis de madeira, com valor exportado de US$ 110 milhões (+11%), e papel, com valor exportado de US$ 841 milhões (+2,2%).
Levando-se em consideração todos os produtos florestais paranaenses, as exportações totalizaram US$ 2,3 bilhões em 2025, uma queda de cerca de 9% em relação aos US$ 2,5 bilhões registrados em 2024. Em valores absolutos, o recuo foi de cerca de US$ 226 milhões nas exportações do setor florestal paranaense.
Participação do Paraná nas exportações brasileiras
A participação do estado nas exportações florestais brasileiras recuou de 15% em 2024 para 14,5% em 2025. O Paraná mantém participação expressiva nos setores de compensado de pinus (68% das exportações brasileiras) e molduras (62,5%), mesmo com as novas tarifas impostas pelo governo norte-americano. Por outro lado, no segmento papel, a participação subiu de 33% para 35% em 2025.
Fabio Brun diz que a expectativa para 2026 é de cautela em relação ao crescimento do setor nas exportações. “Mais do que nunca, neste ano em que se completam 120 anos da chegada do pinus ao Brasil, é momento de reafirmar a importância estratégica das florestas plantadas e seu papel estratégico para a mitigação das mudanças climáticas”, diz o presidente da APRE Florestas.
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Universalização da Assistência Técnica e Extensão Rural é essencial para garantir segurança alimentar no país, avalia estudo da Coalizão Brasil
Inspirado no Sistema Único de Saúde (SUS), relatório propõe reformular a ATER para ampliar a cobertura do serviço; hoje, apenas 18% dos agricultores familiares recebem orientação
Um novo modelo de governança para a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) propõe a criação de um sistema unificado para enfrentar a instabilidade climática e garantir a segurança alimentar no Brasil. A proposta surge em um contexto de cobertura insuficiente do serviço, que deixa cerca de 80% dos estabelecimentos rurais sem capacitação técnica especializada — apenas 18% dos agricultores familiares recebem algum tipo de orientação, índice que cai para menos de 10% na região Norte.
De acordo com o estudo “Assistência Técnica e Extensão Rural para Agricultura Familiar”, é preciso que a ATER deixe de ser compreendida como ação pontual — restrita à resolução momentânea de problemas técnicos — para se fortalecer enquanto política de Estado contínua e resiliente de desenvolvimento rural, capaz de articular educação, produção, inovação e participação social de forma integrada. A publicação foi lançada nesta terça-feira (24) pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, em parceria com a FOLU Brasil (The Food and Land Use Coalition) e a Fundação Solidaridad.
O estudo, elaborado pela FUNAPE (Fundação de Apoio à Pesquisa – UFG), sugere a criação de um pacto federativo, com financiamento estável no modelo ‘fundo a fundo’ (nacional, estadual, distrital e municipal) e monitoramento digital em tempo real, visando transformar a agricultura familiar em um pilar de produção regenerativa e de baixo carbono, imune às descontinuidades de políticas públicas entre diferentes gestões.
“A assistência técnica tem que ser um dever do Estado e um direito do produtor rural. O bom uso da terra é um bem coletivo, que beneficia o clima e o combate ao desmatamento — e não apenas quem está dentro da propriedade”, afirma Mariana Pereira, colíder da Força-Tarefa Segurança Alimentar da Coalizão Brasil e gerente de Programas da Fundação Solidaridad. “A pesquisa defende a universalização da ATER como um objetivo para que todos os agricultores tenham acesso ao apoio técnico da mesma forma que todo cidadão tem acesso à saúde via SUS.”
Carla Gheler, também colíder da Força-Tarefa Segurança Alimentar da Coalizão Brasil e coordenadora de Sistemas Alimentares do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), destaca que “fortalecer a governança da Assistência Técnica e Extensão Rural é um passo essencial para acelerar a transição para sistemas produtivos mais sustentáveis no Brasil. Uma ATER estruturada, bem coordenada e orientada por resultados permite que a agricultura familiar tenha acesso a conhecimento, tecnologia e práticas regenerativas que aumentam produtividade, resiliência climática e conservação dos recursos naturais.”
O relatório foi desenvolvido a partir de uma trajetória de reflexões teóricas e escutas qualificadas de gestores, extensionistas e representantes da agricultura familiar, além de consulta e pesquisas sobre o funcionamento do SUS como referência de modelo.
O que é a ATER e contexto atual
A ATER é um serviço público que leva conhecimento, tecnologias, práticas sustentáveis e apoio aos agricultores e comunidades rurais para melhorar a produção, gestão e qualidade de vida no campo.
Atualmente, no entanto, o serviço enfrenta um cenário de fragmentação institucional e descontinuidade de políticas públicas, com uma cobertura insuficiente — apenas 18% dos agricultores familiares recebem algum tipo de orientação, um índice que cai para menos de 10% na região Norte.
“Precisamos encarar que, em muitos desses locais, o desmatamento é um sintoma trágico da pobreza: onde não chega o conhecimento técnico nem o apoio do Estado, a vulnerabilidade econômica acaba se tornando o motor da degradação ambiental.”, analisa Mariana Pereira.
Segundo ela, a assistência técnica é a ponte necessária para que muitos produtores saiam de uma economia de subsistência para uma produção rentável, sustentável e regenerativa. “Precisamos urgentemente de uma nova governança que preencha esse vácuo e garanta que o conhecimento chegue a quem produz os alimentos do país.”
Impacto econômico e colaboração público-privado
Além dos ganhos ambientais e sociais, a reestruturação da governança da assistência técnica é apresentada como um motor de desenvolvimento econômico, capaz de dinamizar mercados locais e profissionalizar a produção no campo. A oferta qualificada de orientação técnica incentiva o agricultor a investir em tecnologia e infraestrutura, o que movimenta cadeias de suprimentos e serviços especializados. “Ou seja: o uso eficiente da terra, construído de forma compartilhada entre extensionistas e agricultores e fundamentado em bases adequadas, resulta em um cardápio de benefícios que gera a oferta de produtos sustentáveis e aumenta a renda no campo”, complementa Mariana Pereira.
O estudo prevê, ainda, uma rede de prestação de serviços que envolva não apenas o Estado, mas também a participação de organizações da sociedade civil e do setor privado, desenvolvendo ainda mais a economia local.
Tecnologia e qualificação profissional
O relatório também aponta a necessidade de modernizar o monitoramento do setor por meio do e-ATER, um sistema de informação unificado que mede o impacto qualitativo das ações. A proposta prevê a integração de informações climáticas e de risco ambiental nos sistemas de monitoramento para auxiliar o agricultor na tomada de decisões adaptativas frente a eventos extremos.
A retomada de programas de formação com parcerias acadêmicas é outra recomendação do relatório. Um exemplo é a Residência Agrária, para aproximar a universidade das demandas reais do campo e qualificar o atendimento em temas como agroecologia e práticas de baixo carbono.
“Se queremos escalar a adoção de práticas sustentáveis e regenerativas no campo, precisamos fortalecer os instrumentos que levam assistência técnica qualificada aos produtores. Uma governança moderna da ATER pode ampliar o acesso a boas práticas produtivas, gerar ganhos de produtividade e contribuir para resultados climáticos e socioambientais positivos em toda a cadeia agroalimentar”, conclui Carla Gheler.
O sumário executivo do estudo pode ser acessado aqui.
Destaque
Sistema da GoodWe reduz em até 80% os custos de operação de indústria de alimentos em Minas Gerais
Com solução híbrida de geração solar e baterias, empresa elimina o uso de geradores a diesel, garante estabilidade elétrica e avança rumo à autossuficiência
A busca por eficiência e autonomia transformou a rotina da Frutas e Verduras AP, localizada em Bom Repouso (MG). A empresa implementou um sistema híbrido com tecnologia GoodWe, integrando geração fotovoltaica e baterias de armazenamento, o que resultou em uma redução de até 80% nos custos mensais de energia elétrica e na eliminação do uso diário de geradores a diesel.
Segundo o proprietário, Altair Pereira, a mudança trouxe ganhos significativos tanto econômicos quanto operacionais.
“Nós tínhamos muitos problemas de queda de energia e tentamos antes com um gerador que era acionado todos os dias. Mas com essa necessidade diária e também pela questão sustentável, optamos por um sistema híbrido. Foi uma das melhores decisões que tomamos aqui”.
O empresário explica que o sistema fotovoltaico da GoodWe foi instalado inicialmente para suprir parte do consumo, mas posteriormente expandido com a adição de baterias, garantindo estabilidade e autonomia. Além de estabilizar o fornecimento elétrico, a solução híbrida otimizou o uso da água na propriedade
“Hoje não temos mais queda de tensão. O sistema alimenta a energia e ficamos sempre com carga. Antes, queimávamos equipamentos por causa das oscilações, agora tudo funciona com regularidade. A energia solar passou a alimentar as bombas dos poços artesianos, que levam a água para o reservatório no alto. A distribuição agora é feita por gravidade, o que gerou uma economia muito grande. Antes, dependíamos de motores a diesel e bombas elétricas, e agora conseguimos fazer tudo com energia limpa”, explica Altair.
Com a redução de 75% a 80% na conta de luz, o produtor pretende avançar ainda mais e tentar zerar completamente o custo de energia.
Para o vice-presidente da GoodWe América do Sul, Fábio Mendes, o projeto é um exemplo do potencial das soluções híbridas em segmentos produtivos.
“Casos como o da Frutas e Verduras AP mostram como a combinação de geração solar e armazenamento é capaz de reduzir custos, eliminar falhas de energia e tornar operações rurais e industriais mais sustentáveis. A GoodWe tem trabalhado para oferecer tecnologias que unem autonomia, confiabilidade e economia, ajudando empresas a crescer de forma limpa e eficiente”.
