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Tecnologia e eficiência: uma nova jornada para o Agro nacional
Com o avanço de plataformas tecnológicas como a Suíte Kora, produtores, cooperativas, cerealistas, indústrias e tradings ganham acesso a ferramentas que simplificam processos, ampliam a visibilidade das operações e conectam os elos da cadeia com mais eficiência e transparência
O agronegócio brasileiro está passando por uma profunda transformação digital, que redefine a gestão das lavouras, a comercialização de grãos e a exportação de commodities. Com o avanço de plataformas tecnológicas como a Suíte Kora, produtores, cooperativas, cerealistas, indústrias e tradings ganham acesso a ferramentas que simplificam processos, ampliam a visibilidade das operações e conectam os elos da cadeia com mais eficiência e transparência.
Originação digital: agilidade e previsibilidade
A Suíte Kora é um grande exemplo de transformação digital; o módulo Originação, que acompanha todo o fluxo comercial, desde o primeiro contato até o cumprimento do contrato, é uma ferramenta que permite negociações de produtos disponíveis ou de safras futuras, com controle total sobre compras, vendas, classificação, pagamentos e envios.
Segundo Isabela Redigolo, engenheira agrônoma e comercial da Socafé, “um software facilita bastante o processo de originação. Ele mostra preços atualizados, envia ofertas, simula vendas e até ajuda a fechar contratos digitalmente. O produtor ganha agilidade, organização e mais acesso à informação”.
Ela ressalta que a adoção da tecnologia tende a ser maior entre cooperativas e cerealistas mais familiarizados com o digital, mas que a transição será gradual. “O agro ainda é muito baseado em relacionamento. A tecnologia precisa complementar o trabalho humano, não substituí-lo”, pontua.
Precificação inteligente e em tempo real
A digitalização do agronegócio também tem transformado a forma como os preços dos grãos são definidos e negociados. Com o uso de plataformas como a Suíte Kora, produtores e compradores têm acesso a cotações atualizadas em tempo real, permitindo decisões mais ágeis e alinhadas ao mercado.
Segundo Sergio Coelho, a precificação é um dos pilares da eficiência comercial e o segundo módulo da Suíte Kora. “No processo de comercialização, o produtor precisa saber o valor de mercado para seu produto. Cerealistas, cooperativas e tradings necessitam da informação para calcular o quanto pagar ao produtor, baseado no valor que devem receber de seus clientes compradores”, explica.
Essa visibilidade imediata sobre os preços, aliada à automação de ofertas e simulações, permite que as negociações sejam mais justas, transparentes e rentáveis para todos os envolvidos. A precificação deixa de ser um processo manual e passa a ser uma estratégia digital, integrada à jornada comercial.
Exportação e competitividade global
Da mesma forma, a digitalização tem otimizado o processo de exportação agrícola, o terceiro módulo da Suíte Kora, que permite às empresas gerenciar contratos, planejar embarques, acompanhar cotações internacionais e monitorar a volatilidade dos preços. A rastreabilidade e conformidade com exigências dos mercados importadores são garantidas por sistemas intuitivos e confiáveis.
Com o Brasil sendo o maior exportador mundial de soja e um dos líderes na produção de milho, soluções como a da Kora são essenciais para manter a competitividade no mercado global.
MinhaSafra360: o agro na palma da mão
Assim como a Kora, o MinhaSafra360 é uma ferramenta 100% digital que permite a gestão completa da comercialização de grãos como soja, milho e sorgo. A plataforma oferece funcionalidades como romaneio digitalizado, conta corrente acessível via celular, acompanhamento contratual em tempo real e fechamento de negócios sem burocracia.
Para os cerealistas, os benefícios incluem:
- Comunicação em tempo real, substituindo canais tradicionais como telefone e e-mail
- Controle de fluxo por silo, com monitoramento instantâneo
- Gestão fiscal e financeira simplificada
- Análise estratégica por cliente e parceiro
“Nosso objetivo é trazer o futuro do agronegócio para o presente. A tecnologia tem o poder de descomplicar processos e criar pontes entre produtores e cerealistas, com mais transparência e controle”, afirma Sergio Coelho, sócio e Diretor de TI da Plataforma Kora e do MinhaSafra360.
Dados e investimentos para a safra 2024/2025
Segundo a Embrapa, mais de 70% dos produtores rurais brasileiros já utilizam algum tipo de tecnologia digital em suas atividades. Um estudo da McKinsey & Company aponta que o uso de plataformas digitais pode aumentar a produtividade agrícola em até 25% nos próximos cinco anos.
O Plano Safra 2024/2025 trouxe um investimento recorde de R$400,59 bilhões, impulsionando a modernização do setor. A estimativa da Conab indica crescimento de 8,2% na produção agrícola, totalizando 322,3 milhões de toneladas. Propostas para o Plano Safra 2025/2026 já estão em discussão, com foco em seguro rural e melhorias no ambiente de negócios.
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Aplicação de IA, manutenção do maquinário e demanda por sustentabilidade: as expectativas para o cenário agrícola de 2026
Como os dados da Anfavea têm apontado para um ano onde o foco do produtor deve ser a manutenção inteligente do maquinário
De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), após registrar crescimento de 10% em 2025 e alcançar uma receita de R$ 68 bilhões, o setor de máquinas e implementos agrícolas deve avançar apenas 3,4% em 2026. O desempenho mais fraco é atribuído a fatores como juros elevados, renda pressionada pelos custos de produção, crédito mais restrito e a precificação das commodities, o que tem levado produtores a adiarem investimentos em novos equipamentos. Esses fatores criam um cenário onde a postura do produtor rural deve se virar para a manutenção preditiva e o uso eficiente da tecnologia já disponível no campo em 2026.
Para o agricultor, influencer e embaixador dos lubrificantes Mobil™ do segmento agrícola, João Pierobon, o momento exige uma estratégia mais cuidadosa por parte dos produtores rurais. “O produtor vai precisar extrair o máximo de desempenho das máquinas que já possui, garantindo que elas estejam bem cuidadas, com manutenção em dia e operando de forma eficiente”, afirma.
Por conta da previsão sobre desaceleração do mercado, a aplicação de tecnologia segue como uma importante fonte de apoio, especialmente no caso de GPSs de alta precisão, sensores e inteligência artificial capazes de navegar, identificar obstáculos e executar tarefas com maior precisão.
Nesse cenário, em 2026, a aplicação da IA deve ir além da automação de operações. Sistemas embarcados em tratores e colheitadeiras têm se tornado fontes contínuas de dados que permitem a análise em tempo real dos resultados, apoiando a tomada de decisão do produtor, além de viabilizarem a manutenção preditiva do maquinário.
Segundo João Pierobon, a tecnologia permite antecipar falhas e reduzir quebras inesperadas. “Em um cenário de margens mais apertadas, evitar paradas inesperadas no maquinário pode fazer toda a diferença”, aponta o embaixador dos lubrificantes Mobil™.
Em continuidade com as tendências de investimento em sustentabilidade que marcaram 2025, esse ano promete uma continuidade das pressões por práticas mais alinhadas aos critérios das políticas ambientais e aos critérios ESG. Isto é, os fabricantes visam investir em tecnologias que reduzam o consumo de combustível e aumentem a eficiência energética.
Por isso, 2026 tende a ser menos marcado pela expansão do parque de máquinas e mais pela gestão inteligente de ativos já existentes, com o apoio da tecnologia e da IA, para uma manutenção cada vez mais estratégica.
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PI AgSciences estreia no PA SUMMIT 2026 – 13º DIA DE CAMPO, em Mato Grosso
Neste 31 de janeiro, acontece o PA SUMMIT 2026 – 13º DIA DE CAMPO com participação especial da PI AgSciences. Os os produtores da região terão acesso a informações das inovadoras tecnologias que vêm transformando a agricultura, impactando o manejo dos cultivos com respeito ao solo e ao meio ambiente, entregando proteção de plantas e bioestimulação para gerar safras mais produtivas, com mais qualidade e rentabilidade.
Realizado na Fazenda São Paulo, na região de Diamantino, em Mato Grosso, haverá grande troca de conhecimento e conexões em torno das inovadoras e sustentáveis tecnologias da PI AgSciences. O evento promovido pela PA consultoria agronômica, contará com mais de 50 expositores em 3.500m², distribuídos entre Feira de Exposição e Campos Demonstrativos.
Para o melhor controle de nematoides, a PI AgSciences vai apresentar os benefícios do tratamento de sementes com TEIKKO™. Nematicida bioquímico sustentável à base de peptídeos para tratamento de semente, ele reduz o ataque de nematoides. Trará também toda a inovação do SAORI®, único fungicida registrado em tratamento de sementes com efeito sobre doenças foliares da soja, e do bioativador HPLANT® decisivo para o alcance da melhor produtividade. Com o estímulo ao sistema de defesa da planta, o cultivo fica mais resiliente às condições adversas de clima, expressando todo o seu potencial com ganhos elevados de produtividade.
“Participar de um grande evento da região dos Parecis ao lado de uma das maiores consultorias do Mato Grosso é fundamental para nós que estamos na área comprovando os resultados positivos obtidos entre os produtores que já viram o enorme benefício do manejo da soja com as soluções da PI AgSciences”, comemora Gabriel Dutra, técnico responsável pelo desenvolvimento de mercado da PI AgSciences na região.
PA SUMMIT 2026 – 13º DIA DE CAMPO
Data: 31 de janeiro
Horário: a partir de 8h30
Local: Fazenda São Paulo, na região de Diamantino, em Mato Grosso
Realização / Organização: PA Consultoria
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Projetado em US$ 21 bilhões, mercado de delivery impulsiona dark kitchens na Zona Leste e Sul de São Paulo
Expansão do setor acelera adoção de cozinhas voltadas exclusivamente ao delivery na capital paulista
O setor de delivery vive um cenário de expansão no Brasil. De acordo com um levantamento de mercado da Statista, a projeção é de que o segmento tenha faturado US$ 21 bilhões em 2025, impulsionado pela rápida digitalização e pela demanda dos consumidores por conveniência.
Esse movimento está diretamente ligado ao avanço das dark kitchens, cozinhas projetadas para operações de entrega. Nesse contexto, São Paulo se destaca como um polo estratégico, já que o formato concentra 35% dos restaurantes da região no iFood, segundo dados da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Delivery ganha força ao redor do Brasil
Os valores movimentados pelo delivery no país seguem em trajetória de alta. Até 2029, a expectativa é que o faturamento alcance US$ 27,81 bilhões, acompanhando um crescimento anual de 7,05%.
Os números reforçam o momento positivo do foodservice como um todo, que registrou um recorde histórico no segundo trimestre de 2025, ultrapassando a marca de US$ 60 bilhões em receita.
Uma pesquisa realizada pela Ticket mostrou que 40% da população brasileira já utiliza serviços de delivery, percentual que sobe para 51% entre jovens da geração Z.
Como principal polo econômico nacional, São Paulo está no centro dessa demanda. Segundo análise da Kitchen Central, especializada em dark kitchens, as regiões com maior concentração e potencial para operações de delivery são:
- Itaim Bibi: Um dos maiores polos de delivery de SP, com quase 2 mil restaurantes e demanda contínua devido à combinação de escritórios e condomínios de alto padrão.
- Pinheiros: Forte concentração gastronômica e diversos hubs de entrega, com mais de 1.100 restaurantes e operação facilitada por centros logísticos.
- Vila Madalena: Alta demanda no início da noite, impulsionada pela vida noturna, bares e variedade culinária em áreas como o Beco do Batman.
- Vila Leopoldina: Bairro estratégico para delivery por seu perfil logístico e acesso direto à Marginal Tietê, reduzindo tempo de deslocamento.
- Moema: Um dos bairros com mais restaurantes de SP, com forte demanda por pizzas e refeições familiares, além de boa infraestrutura para entregas de bicicleta.
- Jardim Paulista: Região de ticket médio elevado e gastronomia premium, beneficiada por hubs logísticos e acesso facilitado para entregadores.
Dark kitchens ganham protagonismo na otimização das entregas
Projetadas para operações enxutas e sem atendimento presencial, as dark kitchens têm se consolidado como um modelo estratégico no Brasil e no mundo. Globalmente, um estudo da Coherent Market Insights aponta que o formato deve movimentar US$ 157 bilhões até 2030.
A eficiência operacional é um dos fatores que sustentam esse avanço. Com estruturas compactas e processos padronizados, o modelo reduz custos, agiliza o preparo e melhora a previsibilidade das operações.
Outro diferencial é a agilidade no envio das refeições. Segundo a Kitchen Central, a centralização de múltiplas marcas em um mesmo espaço otimiza rotas e permite atingir diferentes perfis dentro de um único raio de entrega.
A flexibilidade também chama atenção de empreendedores e grandes redes. Como exige menor investimento inicial, o formato facilita testes de novos produtos, acelera lançamentos e reduz riscos.
Com a expansão contínua do delivery, a tendência é que as dark kitchens sigam como um dos motores do foodservice nos próximos anos. O avanço das plataformas digitais e o aumento da busca por conveniência devem fortalecer ainda mais esse movimento.
