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Usinas do Oeste Paulista colocam a fisiologia vegetal no centro da alta performance dos canaviais
O setor sucroenergético do Oeste Paulista se reúne em Presidente Prudente, no próximo dia 15 de abril, para discutir as fronteiras da produtividade no campo
“Nosso evento trará especialistas e representantes das principais usinas da região para debater como a fisiologia da planta e as novas tecnologias de bioestimulação estão redefinindo os tetos produtivos da cana-de-açúcar”, convida Dylnei Neto, Gerente Comercial da PI AgSciences.
O “Evento Técnico: Oeste Paulista” contará com a presença do Prof. Dr. Paulo Alexandre Monteiro de Figueiredo (UNESP Dracena), um dos maiores especialistas em fisiologia da cana-de-açúcar e de Aníbal Prado Filho, fundador e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da consultoria Agrocomciência.
Tecnologia de Ponta X Resultados Reais – O grande diferencial do encontro será a apresentação de bons resultados colhidos diretamente no campo por representantes das usinas Califórnia, de Osvaldo Cruz, e de outras usinas da região obtidos com o uso da tecnologia disruptiva HPLANT®. Bioativador, ele estimula a fisiologia da planta, promove maior crescimento radicular, melhorando a absorção de água e nutrientes o que deixa a planta mais resiliente às condições de estresse relacionadas à inconstância do clima, proporcionando alta performance ao manejo do agricultor.
“Entender a fisiologia da planta não é mais um diferencial, é uma necessidade para enfrentar os desafios climáticos e garantir a rentabilidade da safra”, afirma Jonas Daniel Cuzzi, diretor de marketing da PI AgSciences Brasil.
Evento Técnico Oeste Paulista
Data: 15 de abril
Local: Presidente Prudente, SP
Destaque: Inovação com o papel das novas tecnologias de bioestimulação na “blindagem” do canavial contra estresses ambientais.
Ciência aplicada: Palestras técnicas sobre metabolismo e defesa vegetal.
Provas Práticas: Resultados reais de produtividade (TCH e ATR) em usinas.
Destaque
Casale apresenta inovações na Tecnoshow Comigo em Rio Verde, GO
Marca é um dos destaques entre os expositores da feira em sua 24ª edição
A Casale, líder brasileira na fabricação de equipamentos para pecuária, é presença confirmada na Tecnoshow, que acontece até o dia 10 de abril em Rio Verde, Goiás. Coordenada pela cooperativa COMIGO, a feira é uma das principais do agronegócio no país, e chega agora à sua 24ª edição.
Com cerca de 140 mil visitantes, o evento deve movimentar aproximadamente R$10 bilhões em negociações, além de contar com mais de 600 expositores e mais de 100 palestras ao longo dos dias. A feira conta com parceiros como o Governo do Brasil, Caixa, Bradesco e Esseg, entre outros.
A Casale participa do evento com equipamentos de ponta para exposição, incluindo a LEC HYDRO, que faz a distribuição do esterco sólido e compostos orgânicos; os misturadores de ração Rotormix SC e Totalmix SC para suplementação a pasto; e o misturador de ração Vertimix 35 AC, com capacidade de 3,5 m³, com sistema autocarregável, construção total em aço inox e especialmente desenvolvido para pequenos e médios produtores. Além disso, também ficará disponível no estande a RX 270 TechBull, o misturador de ração total com tecnologia inovadora e exclusiva para potencializar os resultados de confinamento, com sistema de telemetria para manutenção preventiva e acompanhamento da operação.
Os equipamentos são desenvolvidos com engenharia de ponta para otimizar o tempo de operação, reduzir desperdícios, aumentar eficiência e garantir uma dieta de alta qualidade e precisão aos animais. “A Casale trabalha intensamente para ajudar quem vive a realidade do campo. Sabemos que a adoção de novas tecnologias é uma necessidade para quem busca manter a competitividade na pecuária, e nossas soluções focam exatamente nisso. No fim das contas, tudo reflete em maior rentabilidade para o produtor, que passa a ter mais controle e previsibilidade dentro da operação”, destaca Humberto Gratão, consultor técnico de vendas da Casale na região.
Durante todos os dias da feira, a equipe técnica de consultores da empresa estará à disposição para oferecer atendimento consultivo e demonstrar os diferenciais das máquinas.
Serviço – Tecnoshow Comigo
Quando: 6 a 10 de abril
Onde: Centro Tecnológico Comigo
Endereço: Anel Viário Paulo Campos, Km 07, Zona Rural – Rio Verde (GO)
Destaque
Consórcio de máquinas agrícolas: 5 pontos essenciais antes de investir
Modalidade se destaca como alternativa ao crédito tradicional, com parcelas mais acessíveis e poder de compra à vista
Em expansão no país, o consórcio tem conquistado espaço também no campo. Nos últimos anos, a modalidade voltada a máquinas agrícolas tem atraído produtores rurais como alternativa para a aquisição de equipamentos. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor registrou crescimento de 149% nos últimos cinco anos, passando de 184,79 mil participantes ativos em 2020 para 460,12 mil no final de 2025.
Esse movimento reflete a busca por soluções mais planejadas e menos onerosas para investir no campo. Diante de custos elevados e do crédito mais restrito, o consórcio pode ser uma alternativa, especialmente para produtores que desejam renovar ou ampliar a frota de maquinário sem comprometer o fluxo de caixa. Diferentemente do financiamento tradicional, a modalidade não cobra juros, o que torna o valor final mais previsível e, em muitos casos, mais acessível.
“Além disso, as parcelas tendem a ser mais acessíveis, facilitando o planejamento financeiro do produtor. Outro diferencial é a flexibilidade na escolha do bem: ao ser contemplado, o consorciado pode adquirir o equipamento conforme sua necessidade, dentro do valor da carta de crédito”, explica o especialista em finanças e CEO da GFX – Inteligência Financeira, Philippe Enke Mathieu.
O especialista ainda ressalta que o consórcio também garante poder de compra à vista, já que a carta de crédito permite negociar melhores condições diretamente com fornecedores, o que pode resultar em descontos e maior poder de barganha. Por essa razão, o modelo tem se consolidado como uma ferramenta importante de gestão financeira no agronegócio.
“É uma forma do produtor se organizar melhor no longo prazo, sem a pressão dos juros e com maior previsibilidade. É uma solução interessante principalmente em momentos de instabilidade econômica, pois equilibra investimento e controle financeiro”, afirma Mathieu. Outro ponto positivo é a possibilidade de antecipação da contemplação por meio de lances, o que pode acelerar a aquisição do maquinário. Assim, o consórcio atende tanto perfis mais conservadores, que preferem planejamento de longo prazo, quanto aqueles que buscam maior agilidade.
Para aproveitar os benefícios do consórcio com mais segurança, é importante considerar alguns aspectos antes da contratação. Confira 5 dicas essenciais antes de investir:
1. Avalie sua capacidade de pagamento
Antes de aderir ao consórcio, o produtor deve analisar o fluxo de caixa e prever o impacto das parcelas no orçamento. Como se trata de um compromisso de longo prazo, o valor precisa ser sustentável ao longo do tempo. Esse cuidado evita inadimplência e garante que o investimento não comprometa outras áreas da produção.
2. Escolha administradoras autorizadas e confiáveis
Optar por empresas regulamentadas e com boa reputação no mercado é fundamental para reduzir riscos. A verificação junto ao Banco Central e a análise do histórico da administradora trazem mais segurança ao negócio. “É essencial buscar instituições sólidas, pois isso garante transparência e segurança ao consorciado”, afirma o CEO da GFX.
3. Entenda todas as taxas envolvidas
Embora não haja cobrança de juros, o consórcio inclui taxa de administração e outros custos diluídos no prazo. Ler atentamente o contrato permite compreender o valor total do investimento e evitar surpresas. Essa análise também ajuda a comparar diferentes planos e escolher o mais vantajoso.
4. Planeje o momento ideal para a contemplação
O produtor deve avaliar se pode aguardar o sorteio ou se pretende antecipar a carta de crédito com lances. Essa decisão precisa considerar o calendário agrícola e a necessidade real do maquinário.
“Quando bem planejado, o consórcio permite alinhar investimento e momento produtivo, aumentando a eficiência no campo”, destaca Mathieu.
5. Use o poder de compra à vista a seu favor
Após a contemplação, a carta de crédito permite negociar diretamente com fornecedores como pagamento à vista. Isso amplia o poder de barganha e pode resultar em descontos ou melhores condições comerciais. A estratégia contribui para reduzir custos e otimizar o retorno sobre o investimento.
Destaque
MT sai na frente e regulamenta uso de biomassa de madeira nativa
Decreto assinado pelo governo cria regra inédita no país, com certificação e rastreabilidade do insumo florestal
Mato Grosso saiu na frente na agenda ambiental e energética ao se tornar o primeiro estado do país a regulamentar e certificar o uso da biomassa oriunda de madeira nativa. O decreto que institui o Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa 2025–2040 foi assinado no último dia 30 de março, no Palácio Paiaguás.
O documento, elaborado em conjunto pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), cria um marco regulatório para o setor, ao estabelecer regras de rastreabilidade, legalidade e uso eficiente da biomassa florestal, hoje considerada insumo estratégico para a indústria e para a transição energética.
Na prática, o plano reorganiza toda a cadeia florestal, da produção ao consumo industrial, e transforma resíduos de supressão vegetal, que muitas vezes eram descartados ou queimados, em fonte de energia e valor econômico. A proposta também cria um ambiente mais previsível para investimentos, ao oferecer segurança jurídica e padronização no uso do insumo.
O documento é estruturado em três frentes: expansão das florestas plantadas, fortalecimento do manejo sustentável e desenvolvimento da cadeia produtiva da madeira e da biomassa. Entre as metas, está a ampliação da área de florestas plantadas para até 700 mil hectares e de áreas sob manejo sustentável para 6,5 milhões de hectares até 2040 .
Outro eixo relevante é a mudança gradual no perfil da biomassa utilizada pela indústria. O Estado prevê a redução progressiva da dependência de matéria-prima oriunda de supressão vegetal autorizada, incentivando o uso de fontes mais sustentáveis, como florestas plantadas e resíduos industriais.
A biomassa florestal já tem papel central na matriz energética de Mato Grosso, especialmente em cadeias como agroindústria e siderurgia. Com a regulamentação, o Estado não apenas organiza esse mercado, como amplia sua competitividade em um cenário global cada vez mais orientado por critérios ambientais.
Para o CEO da MC Empreendimentos e Participações, Cidinho Santos, a medida consolida um novo momento para o setor.
“O que Mato Grosso está fazendo é sair na frente ao transformar um recurso que muitas vezes era desperdiçado em uma solução energética e industrial estruturada. Com regras claras e segurança jurídica, o Estado cria um ambiente favorável para investimentos e fortalece toda a cadeia produtiva da biomassa”, afirmou.
Além do impacto econômico, o plano também dialoga diretamente com a agenda climática. Ao estimular fontes renováveis e reduzir a queima de resíduos florestais, a política contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa e para a consolidação de uma economia de baixo carbono.
