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Pedidos de recuperação judicial no Brasil batem recorde em 2025 e acendem alerta para empresas e agronegócio

Pedidos de recuperação judicial no Brasil batem recorde em 2025 e acendem alerta para empresas e agronegócio

Juros elevados, restrição de crédito e aumento dos custos pressionam empresas e impulsionam crescimento dos processos de reorganização financeira

O número de empresas em recuperação judicial no Brasil atingiu um recorde histórico em 2025, refletindo o aumento das dificuldades financeiras enfrentadas por diferentes setores da economia. Dados do Monitor de Recuperação Judicial da consultoria RGF apontam que o país encerrou o ano com 5.680 empresas em processo de recuperação judicial, o maior patamar já registrado. O volume representa um crescimento de 24,3% em relação a 2024, quando havia 4.568 companhias nessa condição. 

O avanço consolida uma tendência de alta observada nos últimos anos e indica um ambiente econômico mais pressionado para empresas brasileiras. Segundo especialistas, fatores como juros elevados, crédito mais restrito e aumento dos custos operacionais têm comprimido margens e dificultado a manutenção do fluxo de caixa das companhias. 

Entre os setores mais impactados está o agronegócio. De acordo com o levantamento da RGF, a agropecuária apresenta hoje a maior proporção de empresas em recuperação judicial, com um índice de 13,53 empresas em RJ para cada mil em atividade — patamar significativamente superior à média nacional. 

Especialistas apontam que esse crescimento está relacionado a uma combinação de fatores econômicos recentes. O aumento do custo do crédito, aliado à volatilidade de preços e à elevação de despesas com insumos, tem pressionado produtores rurais e empresas da cadeia agroindustrial, levando parte delas a buscar mecanismos legais para reorganizar dívidas e preservar suas atividades.

Para o advogado Eliseu Silveira, especialista em recuperação judicial e reestruturação empresarial, os números revelam não apenas um momento de dificuldade econômica, mas também uma mudança na forma como empresas utilizam o instrumento jurídico.

“Quando observamos um crescimento tão expressivo nos pedidos de recuperação judicial, o que aparece nos números é o reflexo de um ciclo econômico mais restritivo. Juros elevados encarecem o capital de giro e dificultam o alongamento das dívidas, especialmente para empresas que dependem de financiamento para sustentar suas operações”, afirma.

Segundo Silveira, o agronegócio também passou a sentir de forma mais intensa esse cenário nos últimos anos. “O setor viveu um período de forte expansão financiada por crédito. Quando o custo do dinheiro sobe e as margens diminuem, muitos produtores e empresas acabam recorrendo à recuperação judicial como instrumento para reorganizar passivos e preservar a atividade produtiva”, explica.

O especialista ressalta que o aumento das recuperações judiciais deve ser interpretado como um termômetro do ambiente econômico. “A recuperação judicial não é necessariamente o sinal de que a empresa chegou ao fim. Quando bem estruturada, ela funciona como um mecanismo de reorganização financeira, permitindo renegociar dívidas, preservar empregos e manter operações viáveis. O problema é quando o processo começa tarde demais, quando a estrutura financeira já está extremamente comprometida”, avalia.

A tendência, segundo analistas do mercado, é que o número de empresas em recuperação judicial continue elevado enquanto o ambiente de crédito permanecer restritivo e o custo do capital continuar alto. Nesse cenário, setores intensivos em financiamento — como agronegócio, indústria e construção — tendem a permanecer entre os mais expostos ao aumento da pressão financeira.

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Com maior composição de soja do país, VLI registra aumento de 10% no transporte da commodity no Corredor Norte

Com maior composição de soja do país, VLI registra aumento de 10% no transporte da commodity no Corredor Norte

Composições graneleiras com até 240 vagões já movimentam a safra 2026

 A VLI – companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais –registrou aumento de cerca de 10% no volume de soja transportado no Corredor Norte da companhia, ao longo de 2025. No total, foram movimentadas 9,0 bilhões de TKU – medida que considera o volume e a distância percorrida – da commodity, contra 8,2 biTKU em 2024. O total representa um salto de 67% desde 2020, demonstrando força do sistema integrado da companhia na região e sua importância para apoiar o crescimento do agronegócio brasileiro. O Corredor Norte liga os estados do Maranhão e do Tocantins e capta cargas de toda a região do Matopiba.

“Os resultados crescentes da VLI na região refletem o nosso compromisso com a excelência operacional, planejamento e segurança das operações. A infraestrutura é essencial para permitir que o Brasil permaneça em posição de destaque no abastecimento global de commodities, contribuindo para o fortalecimento da economia nacional”, afirma Gabriel Fonseca, gerente geral Comercial para grãos e fertilizantes na VLI.

Além da soja, o Corredor Norte da VLI movimenta cargas como combustíveis, milho, farelo de milho e de soja, celulose e ferro gusa.  Considerando todas as commodities movimentadas, em um período de dez anos, entre 2015 e 2024, os volumes transportados pela companhia na região passaram de 5,8 bilhões de TKU para 14,4 bilhões, avanço de quase 150%.

Para auxiliar no escoamento das cargas, o Corredor Norte conta com composições de até 240 vagões, em um modelo operacional chamado tricotol, com três blocos de 80 vagões puxados, cada um, por uma locomotiva. Com sua capacidade massiva, o trem é capaz de transportar até 30 mil toneladas de uma só vez, o que representa um salto de produtividade e eficiência para o escoamento da safra da região.

O impacto do tricotrol vai além da capacidade de carga. Ele se destaca ainda pela eficiência energética e por contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa. O trem possui um índice de emissão de 2,85 kg de CO2 por litro de diesel, uma marca 12% menor em comparação com a média de 3,2 kg dos modelos convencionais.

Safra 2026

O sistema integrado da VLI já está em plena movimentação para os embarques destinados à exportação de soja da safra 2026. A principal commodity agrícola exportada no país é transportada nos corredores logísticos de maior movimentação da companhia: Sudeste e Leste, que utilizam a Ferrovia Centro-Atlântica para acessar o Porto de Santos e o sistema portuário do Espírito Santo, respectivamente; e Norte.

“A concentração da colheita no primeiro trimestre aumenta a pressão sobre o transporte, especialmente nas rotas mais longas. A integração entre ferrovias, terminais e portos traz mais previsibilidade e eficiência para o cliente justamente no período de maior disputa logística, contribuindo para que o grão chegue aos portos com confiabilidade, além de serem menos poluentes”, afirma Fonseca.

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Solo nutrido X solo exaurido: o que isso impacta no alimento que chega ao seu prato

Imagem: Freepik

Especialista explica a necessidade de repor nutrientes à terra para garantir produtividade e qualidade dos produtos agrícolas

A ideia de que o Brasil é uma terra naturalmente fértil, difundida desde a carta de Pero Vaz de Caminha em 1500, não condiz com a realidade científica. Grande parte dos solos brasileiros, especialmente em regiões tropicais, apresenta baixa fertilidade natural, alta acidez e limitações químicas que exigem manejo técnico constante. Prova disso é que, só em 2025, o Brasil importou cerca de 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes para corrigir esses problemas, volume superior ao de 2024 e recorde, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

E qual é a importância disso para nossa alimentação? A fertilização é parte fundamental do processo de produção de alimentos, pois reforça o solo com os nutrientes que, no final, acabam no nosso prato. E para que o próximo plantio ofereça a mesma quantidade de substâncias nutritivas, é necessário repor aquilo que foi retirado nas colheitas anteriores. “Explorar o solo sem repor nutrientes é como exigir esforço contínuo de uma pessoa sem oferecer alimentação adequada: ela acaba exaurida”, compara o coordenador-geral da Nutrientes para a Vida (NPV), o agrônomo Valter Casarin.

Então, qual a diferença entre um solo nutrido e um solo exaurido? 

Segundo explica o especialista, um solo nutrido é biologicamente ativo, quimicamente equilibrado e fisicamente estruturado. Rico em matéria orgânica, favorece infiltração de água, oxigenação das raízes e abriga microrganismos responsáveis pelo reaproveitamento de nutrientes.

“O solo é a base da cadeia alimentar. É nele que começa a construção da qualidade do alimento que chega à nossa mesa”, afirma. “Quando o equilíbrio é mantido, as plantas expressam melhor seu potencial produtivo e apresentam maior resistência”. O desafio surge quando a extração promovida pelas colheitas não é acompanhada pela reposição adequada.

A produção de grãos, frutas e fibras representa uma saída direta de nutrientes do sistema. Sem compensação, o solo entra em processo gradual de empobrecimento: a produtividade cai, aumentam os riscos de pragas e doenças, a matéria orgânica diminui e a estrutura física se degrada, favorecendo compactação e erosão.

Um exemplo é o arroz, um dos “queridinhos” da alimentação e que é presença certa no prato de 8 em cada 10 brasileiros, de acordo com o IBGE. Segundo estudos realizados pelo pesquisador brasileiro Carlos Alexandre Crusciol, são extraídos aproximadamente 14,6 quilos de nitrogênio por tonelada produzida de arroz. E o nitrogênio é apenas um dos nutrientes que saem nesse processo: são retirados do solo também fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre e micronutrientes, todos essenciais ao desenvolvimento das plantas. Ou seja, cada safra representa não apenas geração de alimento, mas também uma perda direta de nutrientes do sistema produtivo no campo.

Isso afeta diretamente o consumidor, já que, quando o solo perde fertilidade, a produção se torna mais cara e menos eficiente, o que pode impactar a oferta de alimentos, pressionar custos e reduzir a qualidade do que chega no prato da população. “Manter a fertilidade do solo é uma das bases para garantir estabilidade no abastecimento e sustentabilidade na produção”, explica Casarin.

Para isso, é necessário repor os nutrientes que a produção de alimentos retirou. O uso equilibrado de fertilizantes – minerais, orgânicos ou organominerais -, aliado a práticas como rotação de culturas, plantio direto e agricultura de precisão, permite manter áreas já consolidadas produtivas e reduzir a pressão por abertura de novos espaços para cultivo – ou seja, desmatamento.

“Assim como o corpo humano precisa repor vitaminas e minerais para manter a saúde, o solo também requer reposição planejada para preservar sua capacidade produtiva ao longo do tempo. Em um cenário de crescimento populacional, manter solos nutridos se mostra mais do que uma estratégia agronômica: é um compromisso com a segurança alimentar pública”, finaliza.

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Biossolução sinérgica chega ao Brasil para maximizar uso de fertilizantes e aumentar a rentabilidade das culturas de soja e milho

Campo de soja tratado com Otimais

Após três anos e meio de pesquisa e desenvolvimento, a Rovensa Next Brasil anuncia o lançamento do Otimais Duo, um inoculante sinérgico desenvolvido para maximizar a eficiência do uso de nutrientes, aumentar sua disponibilidade no solo e proporcionar ganhos consistentes de produtividade nas culturas de soja e milho

A chegada do produto representa um marco significativo no mercado brasileiro e reforça o movimento “Biossolucione a Agricultura”, o chamado da Rovensa Next para repensar a produção mundial de alimentos, com foco em produtividade, ciência e sustentabilidade.

“À medida que os produtores buscam eficiência em cada insumo utilizado e seu manejo, as soluções biológicas estão se tornando cada vez mais importantes para a nutrição moderna e sustentável das culturas. O Otimais Duo foi desenvolvido, nesse contexto, como uma ferramenta baseada em ciência e projetada para aprimorar o desempenho dos programas de fertilização”, disse Victor Sonzogno, HEAD Brasil da Rovensa Next.

No DNA da tecnologia está uma combinação cientificamente selecionada e amplamente estudada. “O Otimais Duo foi desenvolvido a partir do consórcio de dois micro-organismos, com cepas exclusivas de Azospirillum brasilense Pseudomonas fluorescens, que atuam de forma sinérgica, ao promover a fixação biológica de nitrogênio e a solubilização de fósforo, contribuindo para maior eficiência nutricional e produtividade das culturas de soja e milho”, explica Vinícius Palota, coordenador de Produtos da Rovensa Next Brasil.

Esses micro-organismos atuam na ativação de enzimas-chaves na nutrição da planta, contribuindo com maior disponibilidade e assimilação de nutrientes. São conhecidas como fosfatase ácida e nitrogenase, que agem na solubilização de fosfatos insolúveis e com a redutase dos nitratos. Os resultados são plantas mais bem desenvolvidas, com sistema radicular mais vigoroso, consequentemente apresentando ganhos de produtividade e qualidade.

Eficácia comprovada em diferentes geografias e culturas
O lançamento é apoiado por um robusto conjunto de dados de campo. Em 94 ensaios, realizados em sete países e abrangendo dez culturas, o Otimais Duo demonstrou consistência dos resultados de ganho de produtividade e aumento da eficiência no uso de nutrientes.

No milho, 58 ensaios registraram um aumento médio de produtividade de 1.302 kg por hectare, com ganhos chegando até 3.210 kg por hectare, em casos específicos. Os tratamentos de sementes apresentaram aumentos médios de 1.344 kg por hectare enquanto as aplicações foliares alcançaram 1.596 kg por hectare. Os testes na soja mostraram desempenho igualmente consistente, com 39 ensaios proporcionando um acréscimo médio de 600 kg por hectare em todos os métodos de aplicação.

Importante destacar que os níveis mais altos de desempenho foram observados em uma estratégia integrada, combinando fertilizantes minerais com Otimais Duo, confirmando atuação como um promotor de eficiência, em vez de compensar as reduções de nutrientes. Esses resultados o posicionam entre as biossoluções de grande importância dentro do portfólio da Rovensa Next.

Neste primeiro momento, Otimais DUO será comercializado apenas dentro do país, mas deverá transpor fronteiras em breve. “A expectativa global é grande. Este produto é visto como um marco estratégico, pois o Brasil é o “motor” de crescimento dos bioinsumos, gerando resultados, validações e aprendizados para a expansão internacional”, prevê Henrique Scarpari, gerente global do Portifólio de Bionutrição da Rovensa Next.

Avançando o movimento Biossolucione a agricultura
Otimais Duo está enraizado na campanha de conscientização “Biossolucione a agricultura”: tornar a agricultura mais eficiente, mais lucrativa, mais sustentável e mais resiliente. Ao melhorar a assimilação de nitrogênio e fósforo, ele aumenta o retorno de cada unidade de fertilizante aplicada.

Ao mesmo tempo, o aumento da atividade microbiana e a redução das perdas de nutrientes contribuem para a saúde dos solos e o menor impacto ambiental. Uma arquitetura radicular mais potente e o melhor equilíbrio nutricional também ajudam as culturas a suportar melhor os desafios encontrados durante o desenvolvimento, reforçando a resiliência agrícola em um ambiente cada vez mais imprevisível.

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