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Ameaçada de extinção na Bahia, onças-pardas são avistadas em reservas da Bracell no Litoral Norte

Foto: Acervo Bracell

Filmagens realizadas em área protegida apontam para a conservação da biodiversidade e a relevância dos programas ambientais mantidos na região

Duas onças-pardas foram vistas em áreas de conservação ambiental da Bracell, no Litoral Norte da Bahia. Os registros foram os primeiros em vídeos realizados em sete anos de monitoramento executados pela empresa, o que evidencia a raridade da aparição desse felino, classificado como espécie ameaçada de extinção no estado. De hábitos predominantemente noturnos, os animais foram filmados em momentos e locais distintos. Antes dessas imagens, as equipes de monitoramento já haviam identificado a presença das onças, em 2019, por meio de pegadas e fezes.

O biólogo Igor Macedo, especialista em Meio Ambiente da Bracell, pontua que o registro das onças-pardas (Puma concolor), também conhecidas como suçuarana ou puma, é muito importante para a região, pois comprova a existência de fragmentos florestais conservados, como parques e áreas de preservação permanente. “Trata-se de uma espécie ameaçada de extinção na Bahia, e conseguimos observar não apenas ela, mas diversas outras espécies raras e ameaçadas distribuídas nesses fragmentos. Esse cenário também demonstra que as empresas florestais incorporam, em suas estratégias de sustentabilidade, ações relevantes voltadas à conservação ambiental”, afirma ele, ressaltando que a presença desses animais “reforça a necessidade de continuarmos trabalhando pela conservação”. 

O especialista destaca ainda o trabalho realizado pela Bracell na preservação de áreas ambientais, como as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) — unidades de conservação de domínio privado, criadas voluntariamente pelo proprietário com o objetivo de conservar a biodiversidade em caráter perpétuo. Na Bahia, a empresa mantém quatro RPPNs, que somam mais de 3 mil hectares. Entre elas está a RPPN Lontra, com 1.377 hectares de Mata Atlântica, reconhecida como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Essas áreas de conservação abrigam mais de 300 espécies de aves, 80 de répteis, 70 de anfíbios e 60 de mamíferos — algumas ameaçadas de extinção, como a própria onça-parda —, com uma rica vegetação nativa com mais de 600 espécies de plantas, além da conservação dos cursos d’água, como rios e nascentes. Esse habitat, preservado e com a segurança oferecida pela área patrimonial da empresa contra a caça predatória, favorece a permanência desses animais em condições ideais de sobrevivência. 

“Na Bracell, adotamos uma série de ações para a conservação ambiental, como o Compromisso Um-Para-Um, que prevê a conservação de um hectare de floresta nativa para cada hectare de floresta plantada. Além disso, contamos com programas de monitoramento contínuo e mantemos áreas destinadas integralmente à conservação, como as RPPNs”, afirma Macedo.

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Feira de Inovações SCV 2026

Vista aérea da sede da Fazendo Santo Amaro, em Muitos Capões/RS

Tecnologia, sustentabilidade e regeneração para o futuro do campo

Muitos Capões/RS – A inovação constante no campo é hoje um dos pilares para tornar as propriedades rurais mais produtivas e sustentáveis. Mais do que adotar novas tecnologias, trata-se de repensar modelos de produção e gestão. Nesse sentido, a Agricultura Regenerativa surge como uma abordagem capaz de potencializar a agricultura brasileira diante do mundo, ao unir produtividade com conservação dos recursos naturais e regeneração dos solos.

Com 55 anos de história, a SCV é reconhecida pela excelência no desenvolvimento de sementes adaptadas às diferentes realidades produtivas do Brasil. Ao longo de mais de cinco décadas, a empresa construiu uma trajetória marcada pela inovação, qualidade e sustentabilidade, ampliando sua atuação em diversas regiões do país e oferecendo soluções que contribuem para o aumento da produtividade e para práticas agrícolas mais responsáveis.

E é nesse contexto que a Sementes Com Vigor (SCV) promove, nos dias 4 e 5 de março de 2026, a Feira de Inovações SCV, em sua sede em Muitos Capões. O evento, já consolidado como referência nacional em debates técnicos e acesso as recentes tecnologias agrícolas, reunirá produtores, pesquisadores e profissionais do setor em dois dias de intensa programação. Segundo Pedro Basso, CEO e agrônomo da SCV, “a Feira de Inovações se tornou um espaço fundamental para a troca de conhecimento e para a apresentação de novas tecnologias. É uma oportunidade para os profissionais do setor debaterem os desafios que enfrentamos e encontrarem soluções inovadoras.”

Nesta edição, os temas ganham ainda mais relevância. A palestra sobre Estruturação de Plantas, conduzida por Tiago Hörbe e Pedro Basso, mostrará como o manejo adequado da arquitetura das plantas impacta diretamente na produtividade, sanidade e eficiência dos cultivos. Já a palestra de Filipe Moura, CEO da Equalizagro, abordará a Compatibilidade de Produtos no Sistema Enlist e Misturas de Tanque. Conheça as Expositoras de 2026 da Feira de Inovações SCV que trarão novidades ao mercado:

▪ Corteva
▪ Plantec
▪ PI AgSciences
▪ Sumitomo
▪ UPL
▪ Rizobacter
▪ Bayer
▪ Cultive biotec
▪ Brasmax
▪ Cordius
▪ Agro Drones(DJI)

PROGRAMAÇÃO – Feira de Inovações SCV 2026

4 de março (Quarta-feira)

08h30 – Abertura oficial da Feira de Inovações
09h50 – Rodada nos Stands da Feira de Inovações
11h00 – Plenária Técnica: Estruturação de Plantas
com Tiago Horbe e Pedro Basso


5 de março (Quinta-feira)

07h30 – Abertura
08h00 – Rodada nos Stands da Feira de Inovações
11h00 – Palestra: Compatibilidade de Produtos no Sistema Enlist e Misturas de Tanque
com Filipe Moura, CEO da Equalizagro

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PI AgSciences estreia na Feira de Inovações SCV com soluções disruptivas para tratamento de sementes

PI AgSciences estreia na Feira de Inovações SCV com soluções disruptivas para tratamento de sementes

Empresa marca presença com as inovadoras tecnologias HPLANT®, TEIKKO™ e SAORI®

Se a marca registrada deste evento é INOVAÇÃO, estamos no lugar certo. A PI AgSciences estreia na Feira de Inovações SCV (Sementes Com Vigor), nos dias 4 e 5 de março de 2026, em Muitos Capões, RS. Participar de um evento já consolidado como referência nacional em debates técnicos e permitir que os produtores tenham acesso às melhores tecnologias agrícolas é também nossa missão.

Para este evento, a PI AgSciences apresenta as soluções que vem proporcionando ao manejo da soja e suas culturas de rotação proteção indispensável contra doenças foliares, efetivo combate a nematoides e alcance de produtividade. Os visitantes terão acesso às informações das tecnologias que vêm transformando a agricultura, com respeito ao solo e meio ambiente: a PREtec (“Plant Response Elicitor Technology”), plataforma patenteada de peptídeos desenvolvida para a agricultura pela PI AgSciences.

Mais do que uma tecnologia isolada, PREtec é uma plataforma dinâmica que sustenta o porfolio atual da companhia e o pipeline de inovação, gerando novos produtos que ampliam oportunidades ao mercado agrícola global. Com foco em proteção às doenças foliares e controle de nematoides, as soluções SAORI® e TEIKKO™ permitem à planta responder seletivamente apenas aos fungos e parasitas, respectivamente, prejudiciais ao seu desenvolvimento. Únicos e patenteados pela PI AgSciences, são produtos bioquímicos para tratamento de sementes que protegem a planta desde a germinação, proporcionando um ciclo vegetativo mais sadio, maior longevidade das folhas do baixeiro, melhor enchimento dos grãos e maior produtividade.

SAORI®Primeiro fungicida bioquímico para o controle de doenças foliares em soja

Aplicado no tratamento de sementes Saori® contribui também no controle da anomalia das vagens, doença emergente do cultivo, preservando a integridade das estruturas reprodutivas.

TEIKKO™Protege a planta de dentro para fora

De aplicação simples e controle consistente de nematoides, mesmo em condições adversas de solo e clima, entrega maior produtividade ao sojicultor. Segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia, em 10 anos, as perdas chegariam a R$ 870 bilhões, uma safra a cada dez. Ensaios realizados geraram até 6,4 sacas/ha a mais.

Se a intenção de Pedro Basso, CEO e agrônomo da SCV, é discutir e repensar caminhos para a transição da agricultura tradicional para a regenerativa, não poderia faltar também a solução HPLANT®, que vem tornando o manejo dos cultivos mais produtivo e sustentável.

HPLANT® – Bioativador, é produtividade e resiliência em qualquer condição     

Permite à planta expressar seu potencial produtivo mesmo em condições adversas, atuando como uma solução única que proporciona alta performance ao manejo do agricultor.

Diante do impacto crescente das mudanças climáticas, com estresse ambiental e novos perfis de ataque de pragas e doenças, tecnologias a base de peptídeos são estratégia decisiva em resposta aos maiores desafios do agro: mitigar riscos, elevar a produtividade e construir culturas mais resilientes, longevas e lucrativas, com inovação e propósito.

“Participar de um evento em que a história da família se entrelaça com o avanço da agricultura no estado gaucho é uma grande oportunidade para reafirmar nosso compromisso com inovação, sustentabilidade e eficiência no campo pela construção de um Agro mais saudável para todos”, comemora Juliano Duarte, responsável comercial técnico da PI AgSciences para a região.

Resultados representam médias e podem variar por região, condições climáticas, fatores agronômicos e ambientais.

Feira de Inovações SCV 2026

Data: 4 e 5 de março

Horário: 8h30s às 11hs

Local: Fazenda Santo Amaro- Muitos Capões/RS

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Recuperação judicial é alternativa estratégica para o produtor rural reorganizar suas dívidas

Recuperação judicial é alternativa estratégica para o produtor rural reorganizar suas dívidas

Mecanismo busca assegurar a continuidade da produção durante crises financeiras, ao mesmo tempo em que protege o patrimônio do produtor

A recuperação judicial representa um instrumento fundamental para o produtor rural que enfrenta dificuldades financeiras ao permitir reorganizar dívidas de forma estruturada e equilibrada sem interromper a atividade produtiva. Ao possibilitar a suspensão de execuções, a negociação coletiva com credores e a readequação do fluxo de pagamentos, esse mecanismo se transforma em uma alternativa estratégica que cria condições reais para superar a crise sem comprometer a safra, os investimentos e a continuidade do negócio. Mais do que uma solução jurídica, trata-se de uma ferramenta planejada de preservação patrimonial e de manutenção da produção no campo.

Depois de anos de decisões divergentes nos tribunais, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou o entendimento que representa um verdadeiro marco para o produtor rural pessoa física, que é a possibilidade do mesmo requerer a recuperação judicial mesmo sem registro na Junta Comercial por dois anos. Durante muito tempo, a exigência formal do registro gerou insegurança jurídica e colocou produtores em situação de vulnerabilidade justamente no momento em que mais precisavam de proteção legal.

Parte do Judiciário exigia o registro na Junta Comercial como condição indispensável para o pedido de recuperação judicial, enquanto outra corrente entendia que a formalidade não poderia impedir o acesso ao mecanismo. O impasse começou a ser resolvido quando o STF reconheceu que o registro tem natureza declaratória — apenas formaliza uma atividade já exercida. Com a Lei nº 14.112/2020, que alterou a Lei de Falências e Recuperação Judicial (Lei nº 11.101/2005), o entendimento foi consolidado, garantindo que o direito à recuperação esteja vinculado à comprovação da atividade rural, e não apenas à exigência burocrática.

O advogado Rafael Brasil, especialista em Recuperação Judicial avalia que o acesso à recuperação judicial permite ao produtor ganhar fôlego para reequilibrar suas finanças e manter suas operações ativas. “Quando uma atividade rural entra em crise, isso não significa que tudo o que foi construído deixa de ter valor. A legislação permite que ativos produtivos continuem gerando riqueza, empregos e arrecadação. E no caso do produtor rural, a recuperação judicial é um instrumento legal e eficiente para garantir que a produção continue e que a atividade permaneça sustentável”, explica.

Brasil também destaca que a possibilidade de reorganizar dívidas de forma estruturada representa um instrumento estratégico de proteção ao patrimônio do produtor rural. “O agronegócio é um setor naturalmente exposto a riscos climáticos, variações cambiais e oscilações de preços internacionais. Assim, recorrer à recuperação judicial deve ser visto como um mecanismo legítimo de reestruturação, preservando a função social da atividade rural e garantindo que o produtor tenha condições reais de superar momentos de crise”, observa.

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