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Tecnologia que transforma: mais de 70% das propriedades rurais no Brasil já usam equipamentos de alta performance para ampliar resultados
A Multibelt desenvolveu as esteiras Drapers: veja 4 vantagens da plataforma
O agronegócio brasileiro atravessa uma fase de transformação acelerada, impulsionada pela adoção de soluções tecnológicas que modernizam a gestão e elevam a produtividade no campo. Dados da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) revelam que, em 2024, mais de 70% das propriedades rurais do país já incorporam equipamentos de alta performance para otimizar processos e ampliar resultados.
A Multibelt, empresa 100% brasileira, destaca-se nesse cenário ao oferecer inovações que atendem às necessidades específicas do campo nacional e desenvolveu as esteiras Drapers, uma inovação que substitui sistemas, como o caracol, por alimentação contínua e uniforme dos grãos. Essa tecnologia reduz perdas de insumos, melhora no desempenho das colheitadeiras e proporciona maior economia de combustível.
Produzidas em 2014, as esteiras são adaptadas às condições do solo, oferecendo alta durabilidade e resistência ao desgaste. Além disso, sua construção robusta permite maior segurança operacional, reduzindo o risco de falhas e aumentando a produtividade das máquinas agrícolas.
“A verdadeira transformação no campo não vem apenas da tecnologia, mas da capacidade de adaptá-la às necessidades reais do produtor brasileiro. Na Multibelt, cada inovação é pensada para gerar impacto direto na produtividade, economia e sustentabilidade do agro nacional”, ressalta Jurandir Barrozo, CEO da Multibelt.
Soluções tecnológicas embarcadas no campo: impacto no desempenho da colheita:
Estudos da Universidade do Estado do Mato Grosso indicam que a colheitadeira equipada com sistema de esteiras Draper apresenta uma diminuição de 35,52% nas perdas totais de grãos em comparação com plataformas helicoidais convencionais. Pesquisas como da Revista Cultivar apontam que o uso de plataformas Draper pode resultar em uma economia de R$ 5.000 a R$ 15.000 por ano em relação ao uso de plataformas convencionais, devido à maior eficiência e menor consumo de combustível.
Neste contexto, Jurandir Barrozo, CEO da Multibelt, cita 4 vantagens da plataforma Draper, confira:
- Redução de perdas: a alimentação contínua minimiza a queda de grãos, especialmente em condições de alta velocidade de operação;
- Eficiência operacional: permite maior velocidade de trabalho sem comprometer a qualidade da colheita;
- Versatilidade: adequada para diferentes tipos de culturas e condições de campo;
- Durabilidade: projetada para suportar condições adversas, aumentando a vida útil do equipamento.
A produção nacional das esteiras Draper pela Multibelt representa um avanço significativo para o agronegócio brasileiro. Essa solução reduz a dependência de importações, oferece melhor custo-benefício e é adaptada às especificidades do campo nacional. Segundo André Mário, gerente nacional de vendas da Multibelt, “investir em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia é essencial para entregar soluções que otimizem o trabalho no campo e na indústria”.
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CNJ endurece regras da recuperação judicial no agronegócio e amplia exigências para produtores
Maior rigor na apresentação de documentos comprobatórios da atividade rural tem o objetivo de evitar o uso indevido do instrumento jurídico criado para renegociar dívidas
O aumento expressivo dos pedidos de renegociação de dívidas nos últimos anos levou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a criar novas diretrizes para a recuperação judicial no setor do agronegócio. Trata-se do Provimento nº 216/2026, em vigor desde março, que impõe critérios mais rigorosos para produtores rurais que buscam reorganizar suas finanças na Justiça. A norma foi criada para reduzir os riscos de fraudes, padronizar decisões e fortalecer a segurança jurídica no segmento.
O CNJ considerou que entre 2023 e 2024 houve crescimento recorde nas solicitações de recuperação judicial e esse maior volume de pedidos acendeu o alerta sobre o uso indiscriminado desse instrumento jurídico. O principal objetivo em criar novas regras é garantir que apenas produtores com atividade comprovada e condições reais de recuperação tenham acesso à recuperação judicial, como forma de equilibrar a relação entre devedores e credores e evitar impactos negativos no crédito rural.
A partir de agora, os produtores terão de apresentar documentos consistentes para comprovação da atividade, como declarações de imposto de renda, registros contábeis e o Livro Caixa Digital. A norma também prevê que o Juiz, ao analisar o pedido, determine vistorias técnicas para verificar a veracidade das informações e a efetiva operação da propriedade antes mesmo de autorizar a recuperação judicial.
Rafael Brasil, advogado especialista em recuperação judicial, avalia que o Provimento 216 não visa barrar as recuperações judiciais no agronegócio, “As novas regras determinam que a recuperação judicial tenha mais critério na análise para o deferimento do pedido, especialmente porque os magistrados e magistradas não contam com muitos recursos, muitas ferramentas para saber realmente se aquele produtor rural que tá fazendo o pedido de recuperação judicial tem direito ou não, ou se ele está produzindo ou não”, pontua.
Segundo Rafael Brasil, o CNJ formalizou práticas que já vinham sendo adotadas e, ao mesmo tempo, ampliou a margem de análise dos juízes, oferecendo mais condições para uma avaliação mais precisa dos casos. “Basicamente ele traz a figura do perito, que é pessoa que vai fazer uma perícia prévia, uma constatação prévia. Então, esse perito será nomeado pelo juiz para ir até a fazenda para ver se a fazenda está realmente produzindo, se toda a documentação está em ordem. Além disso, ele irá constatar qual é a real situação da safra e verificar se realmente aquele produtor rural tem direito ao pedido ou não”, explica.
Para o especialista, o Provimento 216 também tenta resolver pontos de dúvida que vinham gerando interpretações diferentes na Justiça. “Ele estabelece que o profissional responsável pela perícia prévia não pode ser nomeado administrador judicial no mesmo caso. Antes, havia dúvidas sobre essa possibilidade, pois parte dos juízes entendia que o perito poderia assumir a função de administrador judicial após emitir o laudo de constatação prévia, enquanto outra parte era contra essa dupla função. Com a nova regra, esse entendimento fica unificado, garantindo que quem elaborar a perícia não atue posteriormente como administrador no mesmo processo”, acrescenta.
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Lançamentos na Agrishow 2026: solução apresenta implemento inédito para pimenta-do-reino e nova plataforma para colheita de feijão
Os equipamentos da MIAC respondem à busca por eficiência produtiva, qualidade do grão colhido e ampliam o acesso à mecanização entre produtores de pequeno, médio e grande porte
Ribeirão Preto, 27 de abril de 2026 – A MIAC, empresa da Indústrias Colombo, apresenta, em primeira mão, dois implementos agrícolas durante a Agrishow 2026, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina. Em sua 31ª edição, a feira será realizada entre os dias 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, em Ribeirão Preto. A expectativa é de que o evento receba mais de 197 mil visitantes, vindos de todo o Brasil e de mais de 50 países, de acordo com os organizadores.
Durante o evento, a MIAC estará presente no estande E10 da Indústrias Colombo, onde apresenta suas novidades voltadas à mecanização da colheita, com foco em ganhos operacionais em diferentes sistemas produtivos. Entre os lançamentos estão a plataforma de corte/enleiramento Winflex Draper CW14, desenvolvida para a cultura do feijão, e a BP Master, destinada à colheita de pimenta-do-reino.
Os equipamentos refletem a ampliação das soluções da empresa em culturas que enfrentam desafios relacionados à eficiência de colheita, à disponibilidade de mão de obra e à qualidade do produto colhido.
No caso do feijão, a MIAC introduz uma plataforma de corte/enleiramento compacta, projetada para atender principalmente áreas menores ou com terrenos irregulares e trazer mais qualidade para o grão colhido. O equipamento opera acoplado a colhedoras automotrizes e realiza o corte e enleiramento das plantas, deixando o produto ceifado dispostos em leiras mais estreitas, facilitando a sua secagem e promovendo a antecipação do momento da trilha.
“A proposta da nova plataforma Winflex Draper CW14 é oferecer uma solução alinhada à realidade do produtor de feijão, principalmente em áreas com limitações sejam em bordaduras e/ou sobre curvas de níveis. A redução do tamanho permite maior controle e qualidade da operação e melhora o desempenho da colheita lavoura”, afirma Joel Backes, diretor Comercial da MIAC – Indústrias Colombo.
Com largura de trabalho de 4,20 metros e estrutura reduzida em relação às plataformas tradicionais, que podem ultrapassar 15 metros, o equipamento busca ampliar a precisão do corte e reduzir perdas durante a operação, proporcionando melhor qualidade ao grão colhido. A solução foi desenvolvida para acompanhar o relevo das áreas cultivadas por meio de sensores de copiamento de solo, permitindo maior proximidade do corte em relação ao solo.
“O objetivo com o novo implemento é ampliar o acesso à mecanização entre produtores de grande, pequeno e médio porte”, complementa Backes.
Solução inédita para pimenta-do-reino
Com mais de 50 anos de história, a MIAC, referência em soluções para colheita mecanizada de culturas de nicho como amendoim, feijão e café, expande sua atuação e portfólio ao lançar a Recolhedora Trilhadora de Pimenta BP Master, equipamento desenvolvido para a colheita da pimenta-do-reino e inédito no mundo.
O Brasil está entre os principais produtores de pimenta-do-reino, ocupando a segunda posição no ranking global, com um volume próximo de 125 mil toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A produção está concentrada principalmente nos estados do Espírito Santo e do Pará, que juntos respondem por mais de 90% da safra nacional, com áreas também relevantes na Bahia. Grande parte desse volume é destinada à exportação, atendendo, sobretudo, à forte demanda de mercados asiáticos e europeus. Nesse cenário, a especiaria vem ganhando espaço como alternativa estratégica de diversificação nas propriedades rurais, especialmente em regiões já consolidadas na produção de café conilon.
“A pimenta-do-reino ainda depende fortemente de trabalho manual, e a escassez de mão de obra tem sido um desafio crescente para os produtores. O novo implemento surgiu da observação direta dessa necessidade e busca oferecer uma alternativa mecanizada que facilite a colheita de uma cultura em plena expansão”, explica Backes.
A BP Master foi desenvolvida para operar acoplada ao trator, com acionamento pela tomada de potência (TdP). Seu funcionamento requer duas válvulas de controle remoto, responsáveis por acionar o motor e os cilindros hidráulicos.
O implemento dispõe de sistema de alimentação contínua por lona, aliado a um conjunto de conjunto de trilha através de cilindro + peneiras de limpeza e elevador de canecas plásticas, proporcionando uma separação eficiente e preservando a integridade dos grãos. O implemento é indicado para pequenas áreas e operações de maior escala, reunindo estrutura robusta e de fácil operação, diminuindo custos de produção e otimizando trabalho no campo com redução de mão de obra.
Projetada para facilitar o dia a dia no campo, a máquina conta com manutenção simplificada, graças ao fácil acesso aos componentes e à agilidade na regulagem. Possui ainda pulmão de ensaque, que organiza o fluxo de descarga. Suas dimensões são de aproximadamente 3,2 metros de altura, 3,8 metros de comprimento e 3,5 metros de largura. O modelo já está disponível para venda no Brasil e no exterior.
Para saber mais sobre a MIAC e suas soluções para o campo, acesse www.miac.com.br.
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Tereos abre inscrições para o Programa Jovem Aprendiz
Iniciativa une formação técnica e experiência prática para jovens que desejam iniciar carreira no agronegócio
Olímpia, abril de 2026 – A Tereos, uma das líderes globais nos mercados de açúcar, etanol, energia e amidos, está com inscrições abertas para o Programa Aprendiz SENAI 2026 nas usinas São José e Vertente. Voltada a jovens entre 18 e 22 anos, que estejam cursando ou já tenham concluído o ensino médio, a iniciativa oferece formação em Mecânica Agrícola e Veículos Pesados em parceria com o SENAI, aliando capacitação técnica à vivência prática no ambiente industrial.
O programa foi desenvolvido para formar novos profissionais para o setor agroindustrial, reforçando a importância da formação técnica em um segmento que demanda cada vez mais qualificação, conhecimento operacional e preparo para os desafios do mercado de trabalho. Ao unir conteúdo profissionalizante à experiência prática nas unidades, a iniciativa amplia as possibilidades de inserção dos jovens no agro e contribui diretamente para a inserção qualificada dos jovens no mercado de trabalho.
“As atividades do Programa Aprendiz SENAI foram estruturadas para proporcionar aos jovens uma formação sólida, conectada às necessidades reais da operação e às oportunidades do setor. Ao combinar teoria e prática, conseguimos acelerar o desenvolvimento técnico e preparar esses talentos para ingressar no mercado de trabalho com mais segurança e experiência”, comenta Rui Carvalho, Diretor de Recursos Humanos da Tereos.
A rotina dos aprendizes será presencial, de segunda a sexta-feira, das 7h00 às 15h20, permitindo uma imersão no dia a dia das usinas e uma vivência concreta da atuação industrial. Ao longo do programa, os participantes terão acesso a cursos profissionalizantes do SENAI, experiências práticas, desenvolvimento técnico e preparação para o mercado de trabalho.
Na Usina São José, podem se candidatar jovens residentes em Colina, Barretos, Jaborandi, Severínia ou Cajobi. As inscrições devem ser feitas via WhatsApp, pelo número (17) 99631-0318.
Já na Usina Vertente, podem ser inscrever jovens moradores de Severínia, Guaraci, Altair, Icém ou Fronteira (MG). As inscrições devem ser realizadas via WhatsApp, pelo número (17) 99732-7390.
As inscrições vão até 31 de maio de 2026.
