Home     Quem Somos     Agro News     Agro Tech     Contato

Fique por dentro

APRE Florestas participa de missão internacional na Indonésia sobre ge...
Baixo custo, alta proteção: por que o tratamento de sementes é conside...
Tecnologia brasileira chega ao mercado ucraniano de girassol
Copa do Mundo deve impulsionar consumo de carne suína em churrascos e ...
Novo Marco das Garantias pode ampliar crédito e reduzir custos de fina...
MIAC amplia portfólio com carreta secadora de amendoim durante a Amend...
Pantanal recebe Fórum da Pecuária Sustentável para debater os desafios...
Disponibilidade de insumos deve ser favorável para o confinamento no s...
Ferrogrão amplia potencial de valorização do PZ Log em Sinop
PI AgSciences apresenta tecnologia inovadora para tratamento de sement...
Agrinordeste já registra ritmo acelerado de vendas
Iron Cowboy de Americana promete batalha histórica por R$ 200 mil e po...
Casale apoia expedição inédita que percorre fazendas e revela a eficiê...
No maior evento de horticultura da América Latina, Viqua Irriga monta ...
Transporte animal deve conciliar bem-estar, sanidade e viabilidade ope...
Edição gênica no agro avança e reforça demanda por precisão molecular
Goiás integra projeto que usa inteligência artificial e monitoramento ...
Direito e tradição na arena: entenda como a legislação brasileira prot...
PBR Brazil desembarca em Americana com disputa acirrada pelo título na...
China abre novas oportunidades para frigoríficos de Mato Grosso
Dia Mundial do Meio Ambiente: PIB Verde ganha força no Brasil com rest...
CATI celebra os 10 anos do Protocolo de Transição Agroecológica em eve...
Como preservar as margens da recria e engorda em fase de bezerro valor...
Programa do algodão reforça aposta da PZ Log em novas indústrias
Conselho do Agronegócio da ACSP recebe, em 2 de junho, ministro da Agr...
No mês que celebra o Dia Mundial da Abelha, Tereos e Syngenta inaugura...
Qualidade das sementes ganha protagonismo estratégico no setor
MT lidera crescimento no Centro-Oeste e acelera demanda por logística ...
Dia de Campo da Fatec Pompeia evidencia formação prática e reforça atr...
Agro impulsiona investimento em imóveis de alto padrão em São Paulo

2025: um ano que colocou à prova a resiliência do setor florestal

2025: um ano que colocou à prova a resiliência do setor florestal

*Por Fabio Brun

Encerramos 2025 com a sensação de que atravessamos um período marcado por contrastes. O ano começou com expectativas de expansão, investimentos e demanda aquecida pelos produtos de base florestal. Tudo indicava um ciclo promissor: nossas empresas se preparavam para ampliar produção, o comércio internacional apontava para estabilidade e o Brasil fortalecia sua posição como referência global em manejo florestal sustentável. Parecia que estávamos diante de um dos melhores períodos da década.

Mas a realidade mudou abruptamente. O chamado tarifaço adotado pelo governo dos Estados Unidos atingiu em cheio nossa competitividade. As tarifas, inicialmente de 10% a partir de abril e elevadas para 50% em agosto, criaram um desequilíbrio comercial imediato.
A consequência todos conhecem: suspensão temporária de atividades, férias coletivas, lay off e demissões que podem chegar a 10 mil trabalhadores até o fim de 2025. Nenhum setor absorve um impacto dessa magnitude sem consequências sociais e econômicas profundas, especialmente em estados como o Paraná, onde a atividade florestal é parte estrutural da economia. Somos fontes de geração de emprego e renda. No Paraná, mantemos cerca de 109 mil empregos diretos e mais de 400 mil indiretos.

É importante reconhecer que, mesmo em meio a esse cenário desafiador, o setor demonstrou o que sempre nos definiu: resiliência. E isso se reflete em outros números importantes. Mesmo com a crise, o Paraná preservou sua vice-liderança no valor da produção florestal, alcançando R$ 6,9 bilhões em 2024, um crescimento superior a 20% em comparação ao ano anterior.
Ocupamos o segundo lugar nacional em área plantada de pinus, com um alto nível tecnológico em toda a cadeia produtiva. No total, o Paraná possui cerca de 1,17 milhão de hectares plantados, sendo 710.836,77 hectares de pinus, 438.721,37 hectares de eucalipto e 6.486,96 ha de araucária.

Há um outro fator a ser compreendido nesse ano de 2025. O mundo voltou seu olhar para as florestas como vetor de desenvolvimento sustentável, inovação industrial e geração de riqueza. Durante a COP30, realizada em novembro em Belém do Pará, o Banco Mundial reforçou o papel do setor florestal como potencial fomentador de emprego e de estabilidade econômica. Não falamos de projeções teóricas, mas de uma realidade vivida diariamente nas comunidades onde nossas empresas estão inseridas.

Se 2025 foi um ano de adversidades, também foi um período de reafirmação da relevância do nosso setor no Brasil e no exterior. A APRE manteve-se firme na interlocução com o poder público, reforçou pontes com universidades e consolidou sua imagem como referência em qualidade e responsabilidade ambiental.

Seguimos investindo em inovação, em silvicultura de alta performance e na promoção da madeira como material estratégico para o futuro, que exige sustentabilidade, tecnologia e desenvolvimento social alinhados.

Ao olhar para 2026, faço isso com senso de responsabilidade, mas também com confiança. O próximo ano marca os 120 anos da introdução do pinus no Brasil, espécie que moldou vocações regionais, impulsionou cadeias produtivas e contribuiu para posicionar nosso país no mapa florestal global. Será um ano simbólico, que convida a refletir sobre o passado e, principalmente, sobre o caminho que ainda temos a construir.

A busca pela segurança jurídica para o desenvolvimento da nossa atividade seguirá como prioridade, assim como a defesa da competitividade das nossas empresas. Mas também será o momento de avançar em agendas estruturantes: inovação aplicada ao manejo, ampliação do uso da madeira na construção civil, estímulo a novos arranjos industriais e fortalecimento da bioeconomia florestal.

A floresta cresce em silêncio, enfrentando vento, frio, seca e até decisões políticas imprevisíveis. E, mesmo assim, segue firme. É um símbolo perfeito do que nos caracteriza: adaptabilidade, consistência e visão de longo prazo.

Que 2026 nos encontre unidos, determinados e confiantes. Se a floresta não para de crescer, nós também não.

*Fabio Brun é presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas).

Veja mais sobre Agro News / Tech

Imagem: divulgação
Ferrogrão amplia potencial de valorização do PZ Log em Sinop
Imagem: Freepik
Envelhecer não é doença: veterinário explica nova visão da g...
Coloque o homem da esquerda mais para a direita, enquadrando-o na imagem
Pinus: o mais brasileiro entre os estrangeiros
Créditos: Suíte Kora
Tecnologia e eficiência: uma nova jornada para o Agro nacion...

Gostaria de exibir seu artigo aqui?

Solicite um orçamento através do formulário abaixo.

*Atenção: Todos os campos são obrigatórios!

Converse conosco no WhatsApp