Decisão do STF que destravou o projeto da ferrovia aumenta expectativa de investimentos, reduz custos de transporte e fortalece posição estratégica do maior complexo logístico de Mato Grosso
O avanço da Ferrogrão após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) deve acelerar a valorização patrimonial de Sinop e ampliar a atratividade do PZ Log para novos investimentos. A avaliação é do diretor comercial e de operações da empresa, Antonio Pereira, que vê a ferrovia como um divisor de águas para a logística e o desenvolvimento econômico do norte de Mato Grosso.
Para ele, a decisão do STF sinaliza segurança jurídica para que as próximas etapas avancem, incluindo a análise do projeto pelos órgãos de controle e, posteriormente, o processo de concessão e construção da ferrovia.
“A aprovação do STF mostra como a região será ainda mais impactada pela valorização patrimonial. A Ferrogrão é a principal ferrovia projetada para o transporte de grãos de Sinop até os portos do Pará e vai transformar a logística do agronegócio brasileiro”, afirma.
Com aproximadamente mil quilômetros de extensão, a Ferrogrão ligará Sinop ao terminal portuário de Miritituba, no Pará, acompanhando boa parte do traçado da BR-163. O empreendimento é considerado uma das principais apostas para ampliar a competitividade do agronegócio mato-grossense e reduzir a dependência do transporte rodoviário.
Estudos do setor apontam que a nova ferrovia poderá gerar uma economia superior a R$ 9 bilhões em fretes. Para Antonio Pereira, esse recurso deixará de ser consumido pelos custos logísticos e passará a circular dentro da economia regional.
“São mais de R$ 9 bilhões que ficarão na mão dos produtores e das empresas da região. Esse dinheiro volta para investimentos, geração de riqueza e desenvolvimento local. Toda essa infraestrutura ferroviária tende a valorizar ainda mais os ativos logísticos e imobiliários de Sinop”, destaca.
A expectativa da PZ Log é que a consolidação da Ferrogrão acelere a procura por áreas destinadas à armazenagem, distribuição e instalação de empresas ligadas ao agronegócio, logística e comércio exterior. O complexo já nasceu voltado para atender a crescente demanda por infraestrutura logística em uma das regiões que mais produzem grãos no país.
Além da redução dos custos de transporte, o projeto deve aliviar a pressão sobre a BR-163, corredor que movimenta mais de 17 milhões de toneladas de grãos por ano e enfrenta gargalos frequentes, especialmente nos períodos de safra. A migração de parte dessa carga para o modal ferroviário deverá reduzir congestionamentos, acidentes e aumentar a eficiência do escoamento da produção.
Com a validação da Lei nº 13.452/2017 pelo STF, o setor produtivo agora aguarda o avanço dos procedimentos técnicos e regulatórios necessários para que a Ferrogrão saia definitivamente do papel. Em Sinop, a percepção é de que a ferrovia já começa a produzir efeitos positivos ao reforçar a confiança de investidores e consolidar a cidade como um dos principais hubs logísticos do agronegócio brasileiro.
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