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VLI registra recordes históricos de movimentação no Corredor Norte em 2025

Terminal Portuário São Luís embarca 5,8 milhões de toneladas

A VLI, companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, alcançou recordes históricos de movimentação no Corredor Norte no último ano, consolidando a região como um eixo estratégico para o escoamento da produção brasileira. O corredor, formado pelo tramo norte da Ferrovia Norte-Sul, sob concessão da VLI, e pela Estrada de Ferro Carajás, registrou a movimentação de cerca de 15 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) no período, um aumento de 4,1% vs 2024.

O desempenho expressivo teve reflexo direto no Terminal Portuário São Luís (TPSL), terminal da VLI localizado no Porto do Itaqui, no Maranhão, que também atingiu um marco histórico ao movimentar quase 5,8 milhões de toneladas por meio do Berço 105 ao longo do ano.

“Acreditamos que o Norte seja o caminho natural para as cargas de toda a região do Matopiba, captadas pelo nosso corredor logístico. Os recordes alcançados demonstram a robustez do nosso sistema integrado e o papel fundamental da infraestrutura que a VLI oferta para o desenvolvimento logístico do país. Seguimos investindo em eficiência, segurança e confiabilidade para apoiar o crescimento dos nossos clientes e da economia brasileira, com uma logística de baixo carbono”, afirma Cesar Toniolo, diretor de Operações do Corredor Norte da VLI.

O Corredor Norte opera cargas como grãos (soja, milho e farelos), celulose, combustíveis e ferro-gusa. Além da malha ferroviária e do porto, esse corredor logístico conta com três terminais integradores estrategicamente localizados: Porto Franco, no Maranhão, Porto Nacional e Palmeirante, ambos no Tocantins.

Integração regional

Parte integrante do Corredor Norte, os terminais integradores Porto Nacional (TIPN) e Palmeirante (TIPA) completaram, em 2026, dez anos de operação, totalizando cerca de 59 milhões de toneladas de cargas movimentadas no período. Entre 2016, quando iniciaram as operações, e 2025, a movimentação de produtos nas unidades da companhia saltou de 1,9 milhão de toneladas para 8 milhões de toneladas, representando um crescimento de 320%.

A inauguração dos terminais foi resultado de investimentos superiores a R$ 260 milhões, em valores da época. Vocacionados para o agronegócio, TIPA e TIPN movimentam grãos – soja e milho –, farelos e fertilizantes e cumprem duas importantes funções: realizar o transbordo da carga dos caminhões para o modal ferroviário e fornecer capacidade de armazenagem para os produtores locais.

Os terminais integram o Corredor Norte da VLI, que compreende o tramo norte da Ferrovia Norte-Sul, controlado pela companhia desde sua criação, em 2010; e a Estrada de Ferro Carajás, por onde as composições da companhia trafegam por direito de passagem para acessar o sistema portuário de São Luís. Na capital maranhense, a VLI possui o Terminal Portuário São Luís, no Porto do Itaqui, por onde as commodities são exportadas para o mercado global.

A movimentação de cargas no Corredor também reflete o crescimento da região e a importância do sistema integrado da VLI. No intervalo de dez anos, de 2016 a 2025, os volumes ferroviários registrados pela companhia passaram de 5,4 bilhões de TKU para 14,9 bilhões de TKU – unidade de medida que considera a carga total transportada e a distância percorrida.

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7 inovações do seguro rural para se adaptar às mudanças climáticas

Novas tecnologias e coberturas ampliam a proteção no campo diante de perdas bilionárias causadas por eventos climáticos extremos

O avanço das mudanças climáticas já impacta diversos setores da economia global, especialmente o agronegócio. Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura apontam que eventos extremos provocaram perdas de US$ 3,8 trilhões na agropecuária mundial nos últimos 30 anos, o equivalente a um prejuízo médio anual de US$ 123 bilhões. Diante desse cenário, cresce a necessidade de adoção de medidas de proteção no campo, com o uso de novas tecnologias e a ampliação das coberturas de seguro.

Para atender às necessidades dos produtores, essas soluções se tornaram mais inteligentes e personalizadas, combinando dados, monitoramento remoto – com uso de drones, sensores e inteligência artificial – e novas modalidades de seguro. “A tendência é que o seguro deixe de ser apenas uma proteção contra perdas e passe a atuar como uma ferramenta de gestão de risco integrada à tecnologia e à tomada de decisão no campo”, afirma o CEO da GFX – Inteligência Financeira, Philippe Enke Mathieu.
Hoje, além das lavouras, o seguro já contempla máquinas, estruturas, estoques e até animais, embora ainda com baixa adesão em algumas áreas, como a pecuária, que cobre menos de 5% do rebanho nacional.

“A tecnologia tem sido uma grande aliada na evolução do seguro rural. O uso de drones, sensores e imagens de satélite permite monitorar lavouras, rebanhos e condições climáticas em tempo real, tornando a análise de risco mais precisa e as indenizações mais rápidas. Nesse contexto, o seguro ganha força justamente por se apoiar nesses dados confiáveis, ampliando o acesso do produtor a soluções mais modernas e eficientes”, ressalta Mathieu.
Além disso, o avanço dessas tecnologias também impulsiona o seguro voltado aos próprios equipamentos, como os drones. Com alto valor agregado e papel estratégico na gestão das propriedades, esses dispositivos já podem ser protegidos contra danos, falhas operacionais e até roubos, garantindo mais segurança ao produtor e continuidade nas atividades no campo.

Confira 7 inovações do seguro rural para se adaptar às mudanças climáticas:

1. Monitoramento por drones e satélites
O uso de drones permite acompanhar lavouras em tempo real, facilitando a análise de riscos e agilizando a regulação de sinistros. Já existem apólices específicas para equipamentos de monitoramento, cobrindo danos, falhas e até perda do equipamento.

2. Seguro para equipamentos tecnológicos
Além de tratores e máquinas, o seguro rural agora inclui dispositivos como sensores, estações meteorológicas e drones, protegendo investimentos em agricultura de precisão.“Equipamentos como sensores, estações meteorológicas e drones são cada vez mais essenciais, e o seguro garante proteção a esses investimentos”, aponta o CEO da GFX.

3. Cobertura ampliada para lavouras (multirrisco)
Modelos mais modernos cobrem diversos eventos climáticos, como seca, granizo e geada, em uma única apólice, aumentando a segurança financeira do produtor.

4. Proteção para rebanhos
Apesar de ainda pouco difundido, o seguro para animais é importante, pois cobre morte por doenças, acidentes e eventos climáticos. A tendência é que essa modalidade registre crescimento com a intensificação dos riscos sanitários e climáticos.

5. Personalização com uso de inteligência artificial
As seguradoras já utilizam dados para criar apólices sob medida, considerando cultura, localização, histórico climático e nível tecnológico da propriedade.

6. Integração com crédito rural
O seguro passa a ser integrado ao financiamento agrícola, funcionando como garantia e facilitando o acesso a crédito.

7. Cobertura para toda a cadeia produtiva
Além da produção, o seguro evolui para proteger armazenagem, transporte e comercialização, ampliando a visão de risco no agronegócio.

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Tribunal responsabiliza fornecedora de sementes por prejuízo do agricultor após negativa de seguro

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de empresa fornecedora de sementes ao pagamento de indenização por danos materiais a produtor rural que teve a cobertura de seguro agrícola negada após perda de safra; a decisão foi proferida pela 36ª Câmara de Direito Privado no julgamento da Apelação Cível nº 1000883-48.2017.8.26.0352, da Comarca de Miguelópolis (SP)

De acordo com o processo, o produtor contratou financiamento para custeio da safra 2014/2015, com seguro vinculado à operação, e adquiriu sementes de soja divulgadas pela fabricante como aptas ao plantio na região. Após estiagem, houve perda da produção, mas a seguradora recusou o pagamento da indenização sob o fundamento de que a cultivar utilizada não atendia ao zoneamento agrícola exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A perícia judicial concluiu que, embora a variedade tivesse sido recomendada comercialmente para a região, a informação não havia sido cadastrada junto ao Ministério da Agricultura com a antecedência necessária para homologação. Segundo o acórdão, a fornecedora não alertou o produtor sobre a irregularidade e realizou a venda com indicação de compatibilidade com a área de plantio, circunstância que levou à negativa da cobertura securitária e ao prejuízo suportado pelo agricultor.

No julgamento, o colegiado afastou a alegação de decadência, ao considerar que o vício discutido não era de fácil constatação, pois dependia de análise técnica e de prova pericial para ser verificado.

O Tribunal também reconheceu a aplicação do Código de Defesa do Consumidor, ainda que o autor fosse produtor rural e tivesse adquirido as sementes como insumo produtivo, por entender que a proteção legal alcança também quem é exposto a práticas comerciais inadequadas.

A Câmara deu provimento parcial ao recurso apenas para excluir a condenação por danos morais, mantendo a indenização por danos materiais.

De acordo com a advogada Thaisi Jorge, sócia do escritório Dino, Siqueira & Jorge, que conduziu a ação, em relações que envolvem insumos agrícolas e seguro rural, a precisão das informações técnicas é determinante para a validade da cobertura securitária e pode gerar responsabilidade quando causa prejuízo ao produtor. “A decisão evidencia que a responsabilidade no fornecimento de insumos agrícolas não se limita à qualidade do produto, mas também alcança as informações técnicas que influenciam a contratação de financiamento e de seguro da safra”, destaca.

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Biocombustível: o antídoto brasileiro frente à crise energética global

*Por Cidinho Santos

A história mostra que grandes crises energéticas costumam abrir caminhos para mudanças estruturais. Foi assim na década de 1970, quando o Brasil, pressionado pelo choque do petróleo, criou o Pró-Álcool e deu início a uma das cadeias produtivas mais eficientes do mundo. Agora, diante das incertezas no tabuleiro geopolítico e de uma nova escalada global dos combustíveis fósseis, o Brasil se encontra em uma posição singular, com a oportunidade de ampliar, avançar e consolidar uma maior participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional.

O mundo vive um cenário de instabilidade energética. Enquanto os tambores de guerra ecoam no Oriente Médio e as tensões escalam em regiões vitais para o suprimento de energia, o preço do barril de petróleo voltou a assombrar as economias globais, superando os US$ 100, impulsionado pelo risco de interrupções no fornecimento global. Isso impacta diretamente o custo do diesel, do transporte, dos fertilizantes e, consequentemente, de toda a cadeia produtiva.

No Brasil, esse efeito já é sentido no campo. O diesel mais caro pressiona o frete, encarece a produção, diminui a margem e reduz a competitividade. Mas, ao contrário de muitos países, temos uma vantagem estratégica clara, que ameniza estes impactos e pode ganhar muito mais protagonismo, passando a ser um verdadeiro triunfo contra a volatilidade do mercado internacional: os biocombustíveis.

Esse não é um ativo trivial. É, hoje, um diferencial competitivo e um escudo econômico.

O Brasil construiu, ao longo de décadas, com visão e persistência, a indústria de biocombustíveis mais sofisticada do mundo. Dispomos de matéria prima abundante, integração da cadeia produtiva, alta tecnologia de processamento e capacidade de escala como poucos países, sendo ambientalmente mais responsáveis, despontando ainda na vanguarda da descarbonização.

O etanol e o biodiesel, por exemplo, deixaram de ser apostas para se tornarem pilares da matriz energética nacional, com misturas obrigatórias entre as mais significativas do planeta. Além disso, a maior parte da frota nacional está preparada para utilizar diferentes combinações de combustíveis, o que dá flexibilidade ao sistema. Contudo, precisamos avançar muito mais para não sermos vítimas da subutilização do nosso potencial.

Mato Grosso é um exemplo claro disso. O estado é líder na produção de grãos e maior produtor de etanol de milho do País. Para se ter uma ideia, na produção total de etanol, saímos de 2,44 bilhões de litros na safra 19/20 – com equilíbrio de produção de etanol de cana de açúcar e de milho e devemos alcançar na safra 26/27, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) cerca de 8,44 bilhões de litros, sendo 86% desse montante oriundo da produção de etanol de milho, o que representa um aumento exponencial de 500% somente deste produto, no período. Nesse ínterim, o estado também praticamente dobrou sua produção de biodiesel, alcançando um recorde de 2,30 bilhões de litros em 2025, consolidando-se como segundo maior produtor do Brasil. Ou seja, temos matéria-prima, escala e tecnologia para ampliar ainda mais nossa participação na matriz energética nacional. O que falta, portanto, não é capacidade produtiva, mas decisão política.

Nesse contexto, a necessidade da ampliação agora da mistura de biodiesel ao diesel para 20% – o chamado B20 e do etanol na gasolina para 35% (E35), deixa de ser apenas uma agenda setorial e passa a ser uma decisão estratégica de Estado. Elevar a mistura de biocombustíveis aos combustíveis fósseis é uma medida concreta, de impacto imediato. Isso reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, protege a economia das oscilações internacionais e ainda fortalece a cadeia produtiva nacional, gerando emprego e renda, atraindo investimentos e promovendo o desenvolvimento regional.

Diante de um cenário internacional marcado por incertezas, o Brasil não pode hesitar. Ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética não é apenas desejável — é necessário. Sem contar que neste momento, por exemplo, o preço do óleo diesel A S10 importado está em R$ 6,40/litro, valor mais alto que o biodiesel, comercializado a R$ 5,15/litro, segundo dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que reafirma mais um benefício direto, com redução do valor final para o consumidor. Ou seja, precisamos fazer escolhas que fortaleçam a produção interna, reduzam as nossas vulnerabilidades, protejam o consumidor e reafirmem a autonomia do país em um mundo cada vez mais volátil.

Se há uma lição a ser tirada da atual crise energética global é que: depender excessivamente de fontes externas e concentradas de energia é um risco estratégico.

Nosso país é um gigante energético que ainda não despertou completamente para o seu próprio potencial. Temos todas as condições de estabelecer alternativas reais ao petróleo, com competitividade de mercado e produção 100% nacional. O que falta é transformar isso em política de Estado, com previsibilidade e regulamentação, que garantam segurança aos investimentos para ampliação da capacidade produtiva com confiança e estabilidade.

O futuro da energia está sendo disputado agora. E, graças à sua trajetória, o Brasil já saiu na frente nesta competição. Temos o remédio nas mãos. Temos biocombustíveis. É hora de usar essa vantagem estratégica para proteger nossa economia e mostrar que o futuro, além de verde, é produzido em solo brasileiro!

*Cidinho Santos é ex-senador por MT, empresário do agronegócio e CEO do Grupo MC Empreendimentos e Participações.

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