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APRE Florestas acompanha as audiências de comércio exterior dos Estados Unidos e aguarda com expectativa a decisão do dia 15

Entidades brasileiras do setor florestal foram representadas pela Ibá e ABIMCI nas audiências que ocorreram nos dias 6 e 7 nos EUA

A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) acompanha as negociações das entidades nacionais junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, da sigla em inglês Office of the United States Trade Representative), a agência do governo norte-americano responsável por desenvolver, coordenar e implementar as políticas de comércio exterior dos Estados Unidos.

O Paraná tem cerca de 1,17 milhão de hectares plantados e, destes, possui a segunda maior área de pinus do Brasil (710.836,77 hectares), resultando em mais de 50% do total da madeira de pinus produzida no país.

As audiências ocorreram nos dias 6 e 7 de julho, e trataram da recomendação feita em junho pela USTR de imposição de alíquota de 25% sobre parte das mercadorias importadas do Brasil por práticas comerciais que a administração americana considera “desleais”.

Além do setor florestal, representado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), estiveram presentes nas audiências entidades representativas de setores como arroz, café, mel, além das indústrias de máquinas, calçados, biocombustível, entre outras.

Após ouvir todos os argumentos, o USTR tem até o dia 15 de julho para tomar a sua decisão final.

De acordo com o presidente da APRE Florestas, Fabio Brun, todo setor produtivo brasileiro cumpriu seu papel, apresentando argumentos que derrubaram, um a um, as objeções norte-americanas sobre a Seção 301.

“Infelizmente, esperava-se a presença do governo brasileiro de mãos dadas com o setor produtivo, demonstrando de forma categórica a importância do país como parceiro comercial de longa data dos Estados Unidos”, observa.

Porém, o governo brasileiro optou por enviar apenas observadores sem se inscrever para discursar durante as audiências. O posicionamento do governo tem sido discreto, sem participação mais direta na articulação dessa estratégia.

Brun relembra a série de tarifas que atingem o setor florestal e o agronegócio de modo geral. Em abril de 2025, foram impostas as primeiras tarifas de 10% sobre diversos produtos.

“Em julho de 2025, justamente um ano atrás, sofremos o impacto de mais 40%, totalizando uma taxa de 50%, cuja consequência para o setor florestal do Paraná, em especial, foi muito grande, levando empresas a conceder férias coletivas, demissões em massa e, por último, fechamento de empresas, com uma perda de cerca de 10 mil empregos”.

Derrubadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos em fevereiro de 2026, as taxas de 50% já não vigoram e o setor voltou a patamares anteriores (10%). Porém, os efeitos não se desfazem da noite para o dia e as empresas ainda estão se recuperando dos efeitos gerados pelo tarifaço de 2025.

“Se essas tarifas se efetivarem, o setor produtivo pode se ver em mais uma crise que persiste desde o ano passado”, conclui.

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