A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) sediou, na última terça-feira (30), uma reunião ordinária da Câmara Setorial do Café de São Paulo
O encontro foi acompanhado por 63 pessoas, sendo 42 de modo presencial.
“É uma alegria estar com vocês e que consigamos materializar tudo o que o Estado projeta para a cafeicultura paulista”, afirmou o cafeicultor e presidente da Câmara, Ademar Pereira, em seu discurso de boas-vindas aos participantes.
As pautas da reunião foram: 25º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo; produção e disponibilidade de mudas em viveiros; projeto QualiCaféSP; programa Canephora.SP; Rotas do Café; linhas de financiamento disponíveis por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap); certificações e Indicações Geográficas (IGs) de regiões cafeeiras.
Gestor do QualiCaféSP, Osmar de Almeida Júnior explicou que esse projeto incentiva as Regionais da CATI a promoverem unidades demonstrativas como exemplos de boas práticas de produção cafeeira. Segundo ele, o estado contabiliza 210 mil hectares de cafés, cultivados por cerca de 12.700 unidades produtivas.
“Das nossas 40 regionais, 35 contam com cafeicultura. Agora, vamos trabalhar para promovê-las como unidades demonstrativas de produção”, disse o técnico da CATI.
A apresentação sobre o concurso ficou a cargo do chefe de divisão da Regional de Franca, Geraldo Nascimento Junior. Como o lançamento da 25ª edição do certame também foi realizado em 30 de junho, coube ao engenheiro agrônomo da CATI salientar os critérios de eliminação e que os competidores poderão concorrer com apenas uma amostra em cada categoria.
O chefe de serviço da Defesa Agropecuária, Danilo Romão, falou sobre a importância da certificação de mudas de café no estado.
Responsável pelo Programa Estadual de Sanidade na Produção de Materiais de Propagação, Romão informou que é proibida a venda ambulante de mudas de café no território paulista e que, atualmente, há 178 viveiros cadastrados pela Defesa. Na reunião, os participantes reconheceram que é necessária a manutenção do programa de sanidade no setor.
O pesquisador da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), Fernando Nakayama, conduziu a apresentação sobre o Canephora.SP, que incentiva à produção das espécies conilon e robusta no estado. O pesquisar destacou que os clones selecionados pelo programa já estão sendo indicados a produtores por técnicos da CATI.
Também da APTA, a pesquisadora Raquel Nakazato Pinotti apresentou as Rotas do Café e as IGs de regiões cafeeiras, que estão colaborando com o desenvolvimento do turismo rural no Estado de São Paulo.
“Para a Câmara, certificações como essas são essenciais ao setor”, ressaltou Almeida Júnior.
O secretário-executivo do Feap, Felipe Alves, mostrou as sete linhas de crédito disponíveis aos produtores rurais, destacando a de incentivo à Produção Vegetal e a de fomento ao Desenvolvimento Rural Sustentável.
Essas duas linhas são voltadas aos cafeicultores, que podem procurar as unidades da CATI para obter mais informações a respeito do acesso ao crédito rural. Por meio do Feap, já foram disponibilizados aproximadamente 20 milhões de reais em financiamentos envolvendo produções de café.
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