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Nota à Imprensa – ANP simplifica uso voluntário de biodiesel e reforça avanço para uma matriz energética mais competitiva e descarbonizada, avalia Binatural

Uma das dez maiores produtoras de biodiesel do Brasil e a única especializada exclusivamente nesse biocombustível, a Binatural considera um avanço importante para a expansão dos biocombustíveis no Brasil a decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de simplificar as regras para o uso voluntário de biodiesel acima da mistura obrigatória

A partir da atualização da regulamentação, empresas enquadradas nas hipóteses previstas pela Lei do Combustível do Futuro deixam de depender de autorização prévia da Agência e passam a realizar apenas uma comunicação formal para utilizar biodiesel puro (B100) ou misturas superiores ao percentual obrigatório.

A mudança beneficia segmentos que já acumulam experiência no uso de maiores teores de biodiesel, como transporte ferroviário, navegação, frotas dedicadas, máquinas agrícolas, mineração e geração de energia, reduzindo barreiras regulatórias para ampliar essas iniciativas.

Para a Binatural, a mudança representa um passo relevante na redução da burocracia e na ampliação das condições para que empresas e operadores adotem maiores teores de biodiesel em aplicações nas quais sua eficiência já vem sendo comprovada. Mais do que facilitar um procedimento administrativo, a medida fortalece um ambiente regulatório capaz de acelerar a transição para uma matriz energética descarbonizável cada vez mais diversificada, na qual diferentes soluções energéticas atuam de forma complementar para atender aos desafios de competitividade, segurança energética e descarbonização.

“A decisão reconhece uma realidade já demonstrada na prática: diversos segmentos operam com teores superiores de biodiesel de forma segura e eficiente. Ao facilitar esse acesso, o Brasil cria condições para acelerar projetos que reduzem a dependência do diesel importado, ampliam a competitividade da indústria nacional e contribuem para uma transição energética baseada em uma matriz multicombustível descarbonizável, na qual diferentes tecnologias convivem e se complementam”, destaca André Lavor, CEO da Binatural.

Segundo a Binatural, a transição energética será sustentada por uma matriz multicombustível descarbonizável, na qual diferentes soluções atuarão de forma complementar para atender às necessidades de cada setor econômico. Nesse contexto, o biodiesel se destaca como uma alternativa imediatamente disponível para reduzir emissões em escala comercial. A companhia ressalta que o biodiesel produzido pela Binatural apresenta um índice médio de carbono equivalente (IC) de 5,25 gCO₂e/MJ, um dos menores do mercado, demonstrando seu elevado potencial de descarbonização e reforçando a competitividade da empresa na oferta de soluções para uma economia de baixo carbono.

Na prática, isso significa que empresas comprometidas com metas de redução de emissões já dispõem de uma solução disponível em escala comercial, capaz de gerar resultados imediatos sem depender do desenvolvimento ou da maturação de novas tecnologias. O uso ampliado do biodiesel permite acelerar estratégias corporativas de descarbonização utilizando uma infraestrutura já consolidada e uma cadeia produtiva madura.

A Binatural ressalta que o biodiesel produz externalidades positivas que vão muito além da substituição parcial do diesel fóssil. Entre os principais benefícios estão a redução das emissões de gases de efeito estufa ao longo de todo o ciclo de vida do combustível, a melhoria da qualidade do ar pela menor emissão de material particulado, o fortalecimento da segurança energética nacional por reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e o desenvolvimento econômico proporcionado pela cadeia produtiva, que envolve mais de 300 mil agricultores e comunidades locais em todo o país, fortalecendo economias regionais, gerando empregos e promovendo inclusão produtiva.

Outro diferencial estratégico é a capacidade de resposta da indústria. O setor produziu mais de 90 bilhões de litros de biodiesel nos últimos 20 anos, gerando uma economia superior a US$ 45 bilhões para o país. Considerando a mistura obrigatória de 15%, o consumo previsto para 2026 é de aproximadamente 10,5 bilhões de litros. Entretanto, a capacidade instalada supera 15 bilhões de litros por ano, permitindo ampliar rapidamente a oferta para atender ao crescimento da demanda. Na prática, o setor já possui capacidade para operar em um cenário de B20, sem comprometer o abastecimento, graças à disponibilidade de matérias-primas e à estrutura produtiva existente.

Para a Binatural, essa combinação entre baixa intensidade de carbono, disponibilidade imediata e capacidade produtiva faz do biodiesel uma das alternativas mais eficientes para acelerar a descarbonização de setores difíceis de eletrificar, ao mesmo tempo em que fortalece a competitividade da economia brasileira.

Na avaliação da companhia, a simplificação do processo regulatório também favorece a expansão de projetos-piloto e de operações comerciais que utilizam biodiesel em percentuais mais elevados, permitindo que diferentes segmentos comprovem, na prática, os ganhos ambientais, operacionais e econômicos proporcionados pelo combustível.

A empresa destaca ainda que a decisão da ANP está alinhada aos objetivos da Lei do Combustível do Futuro, que busca ampliar o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira e consolidar o país como referência mundial na transição para uma economia de baixo carbono. A simplificação administrativa não altera os requisitos técnicos nem os padrões de qualidade dos combustíveis, preservando a segurança operacional prevista na legislação.

“Mais do que simplificar um procedimento administrativo, essa medida sinaliza um ambiente regulatório mais moderno e coerente com os desafios da transição energética. O biodiesel já reúne escala, disponibilidade, baixa intensidade de carbono e capacidade produtiva para contribuir imediatamente com a redução das emissões, reforçando o papel do Brasil como protagonista em soluções energéticas sustentáveis e competitivas”, conclui André Lavor.

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