Home     Quem Somos     Agro News     Agro Tech     Contato

Fique por dentro

Ferrogrão amplia potencial de valorização do PZ Log em Sinop
PI AgSciences apresenta tecnologia inovadora para tratamento de sement...
Agrinordeste já registra ritmo acelerado de vendas
Iron Cowboy de Americana promete batalha histórica por R$ 200 mil e po...
Casale apoia expedição inédita que percorre fazendas e revela a eficiê...
No maior evento de horticultura da América Latina, Viqua Irriga monta ...
Transporte animal deve conciliar bem-estar, sanidade e viabilidade ope...
Edição gênica no agro avança e reforça demanda por precisão molecular
Goiás integra projeto que usa inteligência artificial e monitoramento ...
Direito e tradição na arena: entenda como a legislação brasileira prot...
PBR Brazil desembarca em Americana com disputa acirrada pelo título na...
China abre novas oportunidades para frigoríficos de Mato Grosso
Dia Mundial do Meio Ambiente: PIB Verde ganha força no Brasil com rest...
CATI celebra os 10 anos do Protocolo de Transição Agroecológica em eve...
Como preservar as margens da recria e engorda em fase de bezerro valor...
Programa do algodão reforça aposta da PZ Log em novas indústrias
Conselho do Agronegócio da ACSP recebe, em 2 de junho, ministro da Agr...
No mês que celebra o Dia Mundial da Abelha, Tereos e Syngenta inaugura...
Qualidade das sementes ganha protagonismo estratégico no setor
MT lidera crescimento no Centro-Oeste e acelera demanda por logística ...
Dia de Campo da Fatec Pompeia evidencia formação prática e reforça atr...
Agro impulsiona investimento em imóveis de alto padrão em São Paulo
No Dia da União da Cadeira de Proteína Animal, Quick Stick aposta em p...
Mata Atlântica atinge menor desmatamento em 40 anos e mira nova econom...
Missão do Banco Mundial na CATI debate as diretrizes do Projeto Agro P...
Setor florestal reage à proposta de lista de espécies invasoras em aud...
Fundação IDH articula compromissos para solucionar gargalos da rastre...
Simpósio em São José do Rio Preto projeta interior paulista como nova ...
Agro cresce, mas falta liderança: o risco silencioso dentro das empres...
IA, SEO e autoridade digital: o novo desafio das empresas técnicas e d...

Pecuária brasileira sofre impacto com decisão da União Europeia em relação a exigências sanitárias

Nesta terça-feira, 12, a UE publicou a lista de países autorizados a exportar carne para o bloco, mas Brasil está fora. Sistema padronizado de informações ajuda a rastrear lotes que estão dentro das normas

Após a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, pecuaristas e produtores precisaram se adequar à regulamentação europeia – EUDR (European Union Deforestation Regulation) –, para se enquadrarem às novas exigências. Entre elas, a padronização da rastreabilidade na cadeia produtiva, que é essencial para garantir o acesso ao mercado europeu.

O EUDR vem para definir um critério rígido: os produtos precisam estar acompanhados de informações precisas sobre sua origem. É como se cada lote de carne e outras culturas envolvidas no acordo precisassem de uma certidão de nascimento, detalhando exatamente onde e como foi produzido. Hoje a imprensa repercute no País uma medida da UE bloqueando a importação da carne brasileira em função do controle de uso de antibióticos. Essa barreira pode representar perdas significativas.

A regulamentação exige que todos os produtos dessas cadeias forneçam evidências concretas de rastreabilidade para garantir a conformidade com as novas normas ambientais. O grande problema é que as cadeias produtivas não são simples.

No caso da carne bovina, um único animal pode passar por diversas fazendas ao longo de sua vida, o que torna a rastreabilidade um verdadeiro quebra-cabeça.

Essa complexidade pode ser comparada a um pacote de correspondências sem rastreamento – sem um código de barras ou QR Code padrão, ninguém sabe exatamente por onde passou e quem foi o responsável por cada etapa.

GS1 e a interoperabilidade

Diante desse cenário, a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil surge como a solução que pode transformar esse emaranhado de informações em um sistema padronizado, global e confiável.

Os padrões globais da GS1, como o GTIN (Global Trade Item Number), GLN (Global Location Number) e EPCIS (Electronic Product Code Information Services), permitem que as informações de rastreabilidade sejam organizadas de forma estruturada e acessível.

Isso garante que os dados de um lote de soja ou de um boi abatido possam ser lidos e interpretados corretamente em qualquer parte do mundo. Apesar das vantagens, ainda existem desafios significativos para a adoção dos padrões GS1 no Brasil. Algumas cadeias produtivas já desenvolveram sistemas próprios e podem resistir à mudança. É como pedir para alguém que já fala um dialeto próprio adotar um novo idioma.

O esforço inicial pode ser grande, mas, a longo prazo, a comunicação se torna mais padronizada, global e eficiente. Apesar dos esforços do setor, é necessária maior integração dos dados, levando as informações de origem até o produto, por exemplo, por meio da identificação individual do animal e aprimorando os processos de rastreabilidade dentro do frigorífico, na distribuição e no varejo.

O futuro da rastreabilidade e do agro brasileiro

Aqui, o setor pode enxergar a rastreabilidade não como um entrave burocrático, mas como um diferencial competitivo. Quem se adapta mais rápido às novas exigências ganha vantagem no mercado internacional. Se pensarmos na rastreabilidade como um jogo de xadrez, cada peça representa um elemento da cadeia produtiva. Aqueles que planejam bem seus movimentos e adotam padrões globais conseguirão avançar no tabuleiro sem serem bloqueados pelas regulamentações. Os padrões globais GS1 levam o Brasil a se destacar como referência mundial em rastreabilidade e sustentabilidade.

Mas, para isso, é essencial que o setor invista em soluções tecnológicas e padronizadas.

Afinal, em um mundo cada vez mais conectado, a informação precisa fluir de forma ágil e confiável, e a interoperabilidade é a chave para abrir as portas do futuro.

Sobre a Associação Brasileira de Automação – GS1 Brasil

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil é uma organização multissetorial sem fins lucrativos que atua no país desde 1983. Seu principal propósito é promover mais eficiência e sustentabilidade para os negócios, ao mesmo tempo em que contribui para a segurança e a qualidade de vida da sociedade. Embora seja amplamente reconhecida por atribuir o código de barras presente nas embalagens de produtos, a entidade impulsiona a automação e a padronização de processos, desempenhando um papel essencial no funcionamento da cadeia de abastecimento e no desenvolvimento socioeconômico.

Para os consumidores, os benefícios incluem segurança, transparência nas informações dos produtos, agilidade nas compras e maior interação com fabricantes por meio do QR Code Padrão GS1. A GS1 Brasil conta com mais de 59 mil empresas associadas, que representam 36% do PIB e 12% dos empregos formais e atua em mais de 40 setores da economia, além de fortalecer o relacionamento comercial e a competitividade das empresas. Mais informações aqui.

Veja mais sobre Agro News / Tech

(Crédito: Getty Images/iStockphoto)
Golpistas usam empresas reais para enganar produtores rurais...
Parcerias de engorda consolidam confinamento como extensão das fazendas de cria e recria no Brasil
Parcerias de engorda consolidam confinamento como extensão d...
Imagem: Freepik
Bracell destaca importância ecológica de animais peçonhentos...
Gigante chinesa impulsiona indústria e agronegócio do Brasil com soluções solares e de armazenamento
Gigante chinesa impulsiona indústria e agronegócio do Brasil...

Gostaria de exibir seu artigo aqui?

Solicite um orçamento através do formulário abaixo.

*Atenção: Todos os campos são obrigatórios!

Converse conosco no WhatsApp