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Publicação global sobre nanotecnologia na agricultura tem coordenação de pesquisador brasileiro

Publicado pela Springer Nature, livro reúne especialistas internacionais e destaca o papel do Brasil na inovação em nanotecnologia aplicada à agricultura

Estudos recentes do Data Bridge Market Research revelam que o mercado global de nanotecnologia agrícola movimentou cerca de US$ 398,5 bilhões em 2024 e pode chegar a quase US$ 966 bilhões até 2032, com crescimento médio anual estimado em 11,7% entre 2025 e 2032. Esse crescimento acelerado exige infraestrutura digital robusta, soluções de Internet das Coisas (IoT) cada vez mais integradas e protocolos avançados de cibersegurança, fundamentais para garantir a proteção de dados agrícolas sensíveis e a confiabilidade das cadeias produtivas. É nesse cenário de expansão tecnológica e articulação global que se insere a nova publicação científica internacional sobre nanotecnologia aplicada a agroecossistemas.

Lançado pela Springer Nature, um dos mais relevantes grupos editoriais científicos do mundo, o livro Emerging Nanotechnologies for Agroecosystem Management reúne especialistas de diferentes países para discutir os avanços e os desafios da aplicação de nanotecnologias no contexto agrícola. A obra tem entre seus editores o pesquisador brasileiro Leonardo Fernandes Fraceto, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para a Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro).

A participação de Fraceto na coordenação editorial do livro reforça o papel da ciência brasileira em debates estratégicos que moldam o futuro da agricultura em escala global. Ao articular contribuições de pesquisadores da Ásia, Europa e Américas, a publicação evidencia como o conhecimento científico se organiza em redes internacionais cada vez mais interdependentes, nas quais o Brasil ocupa posição relevante.

Com abordagem interdisciplinar, o livro analisa o desenvolvimento de nanotecnologias emergentes voltadas à gestão de agroecossistemas, incluindo sistemas nanoestruturados para liberação controlada de insumos, uso de nanosensores no monitoramento ambiental, estratégias para aumentar a resiliência das plantas a estresses bióticos e abióticos e discussões sobre segurança, impactos ambientais e regulação. Os capítulos dialogam diretamente com os desafios contemporâneos da agricultura, em um contexto marcado pela digitalização do campo e pela crescente valorização de dados como ativos estratégicos.

A publicação pela Springer Nature, por meio da plataforma SpringerLink, garante ampla visibilidade internacional à obra e aos pesquisadores envolvidos. Reconhecida como referência global em divulgação científica, a editora conecta universidades, centros de pesquisa, formuladores de políticas públicas e empresas em mais de 200 países, ampliando o alcance e o impacto do conhecimento produzido.

Nesse contexto, o envolvimento do INCT NanoAgro destaca o papel dos institutos nacionais de ciência e tecnologia como pontes entre a pesquisa desenvolvida no Brasil e as cadeias globais de inovação, conforme ressalta Fraceto. “A atuação do instituto em publicações de alto impacto e projetos colaborativos internacionais fortalece a inserção do país em agendas estratégicas ligadas à sustentabilidade, à segurança alimentar e ao uso responsável de tecnologias avançadas no agronegócio”, explica.

Voltada a pesquisadores, estudantes, profissionais do setor agrícola, especialistas em meio ambiente e tomadores de decisão, a Emerging Nanotechnologies for Agroecosystem Management pode ser acessada através do link: https://link.springer.com/book/10.1007/978-981-95-0187-8.

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Negócios externos somaram US$ 3,389 bilhões, 13,85% acima do ano anterior. Resultado foi puxado pelo aumento de 23% do volume embarcado. Março de 2026 – O Brasil alcançou, em 2025, o maior valor já registrado em divisas com exportações de tabaco. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), o setor somou US$ 3,389 bilhões, resultado 13,85% superior ao obtido em 2024 (US$ 2,977 bilhões). O desempenho supera, inclusive, o recorde anterior, de 2012, quando as exportações haviam gerado US$ 3,272 bilhões. O crescimento da receita foi impulsionado, principalmente, pelo forte aumento do volume embarcado. Em 2025, o Brasil exportou 561.052 toneladas de tabaco para 121 países, volume 23,23% superior ao registrado em 2024 (455.221 toneladas). A diferença entre o avanço do volume (+23,23%) e o crescimento da receita (+13,85%) é explicada pela redução do preço médio por tonelada. Em 2024, o valor médio foi de aproximadamente US$ 6.540 por tonelada, enquanto em 2025 ficou em torno de US$ 6.040 por tonelada, uma queda estimada de 7,6%. “Os números mostram um crescimento muito consistente das exportações em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo de volume. Por outro lado, o preço médio por tonelada apresentou redução em relação a 2024, o que explica o fato de a receita ter crescido em ritmo inferior ao volume embarcado. Vendemos mais, porém a um valor médio menor”, avalia o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing. De acordo com o dirigente, o desempenho reafirma a posição do Brasil como maior exportador mundial de tabaco. “Nos últimos cinco anos, temos mantido uma média anual de embarques em torno de 515 mil toneladas e cerca de US$ 2,6 bilhões em divisas. Essa estabilidade está diretamente ligada ao nosso Sistema Integrado de Produção de Tabaco”, destaca. O Sistema Integrado é amparado pela Lei da Integração, que rege os contratos entre indústria e produtores, definindo volumes, tipo de tabaco a ser produzido e orientações técnicas de manejo. “A integração permite alinhar o plantio às demandas globais, tanto em quantidade quanto em qualidade de produto, o que nos diferencia como fornecedor mundial. O Brasil é o maior exportador mundial desde 1993 e temos um futuro promissor, desde que mantenhamos o Sistema Integrado fortalecido”, conclui o presidente do SindiTabaco. Destinos do tabaco brasileiro Em 2025, a Europa manteve-se como principal destino do tabaco brasileiro, respondendo por 41% do valor exportado. O Extremo Oriente representou 36% dos embarques, seguido por África/Oriente Médio (8%), América do Norte (6%), América Latina (6%) e Leste Europeu (3%). Entre os principais países importadores estão Bélgica, China e Indonésia. Principais países importadores 2025 1º Bélgica (US$ 733,4 milhões) 2° China (US$ 576,5 milhões) 3° Indonésia (US$ 280,4 milhões) 4° Estados Unidos (US$ 195,3 milhões) 5° Vietnã (US$ 148,7 milhões) 6° Emirados Árabes Unidos (US$ 139,4 milhões) 7° Turquia (US$ 123 milhões) Sul do Brasil responde por 98% das exportações Na Região Sul do Brasil, que concentra 96% da produção brasileira de tabaco, as exportações de tabaco em 2025 foram de US$ 3,315 bilhões, superando o ano de 2024 em 14,91%. Do total das divisas do ano passado, 98% é oriundo da Região Sul. Os embarques nos portos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foram de 555.222 toneladas, 24,34% superiores ao ano anterior
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