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Microcrédito avança no Norte e Centro-Oeste e já atinge até 40% do volume de 2025

Crescimento já é expressivo em março e impulsiona a agricultura familiar com maior acesso ao crédito produtivo

O microcrédito produtivo orientado começou em 2026 em ritmo acelerado e já apresenta resultados robustos logo no primeiro trimestre. Apenas até março, regiões como Norte e Centro-Oeste já atingiram entre 30% e 40% de todo o volume contratado ao longo de 2025, sinalizando um avanço consistente da política de inclusão financeira, com impacto direto na agricultura familiar.

No Centro-Oeste, foram registradas 1.249 operações de microcrédito até março, o que representa cerca de 40% das 3.132 contratações realizadas em todo o ano passado. Em volume financeiro, já são R$ 17 milhões aplicados, frente aos R$ 42 milhões movimentados em 2025.

Na região Norte, o desempenho também chama atenção. Foram firmados 12.742 contratos de microcrédito rural apenas nos primeiros meses do ano, cerca de 30% do total registrado no ano anterior. Em recursos, o volume já chega a R$ 158 milhões até março, superando com folga os R$ 42 milhões aplicados ao longo de todo o ano de 2025.

O avanço é puxado, principalmente, pelo crédito voltado ao campo. A maior parte das operações segue concentrada na pecuária, mas a agricultura familiar tem ampliado sua participação, consolidando o microcrédito como uma ferramenta estratégica para pequenos produtores. O acesso a recursos de menor valor, aliado à orientação técnica, permite investimentos mais seguros em insumos, estrutura produtiva e aumento da renda no meio rural.

A expansão também reflete a maior capilaridade das operações. Iniciativas como mutirões de atendimento e a atuação de instituições financeiras em parceria com agentes locais têm levado crédito a regiões onde o acesso ainda era limitado, ampliando o alcance da política pública.

Nesse cenário, a Cactvs, instituição de pagamento credenciada pela Caixa Econômica Federal para operar microcrédito rural nas regiões Norte e Centro-Oeste, tem atuado diretamente na ampliação desse acesso, conectando pequenos produtores ao sistema financeiro.

Para a presidente da Cactvs, Kelvia Carneiro, o crescimento registrado já no início do ano demonstra a consolidação do microcrédito como instrumento de desenvolvimento. “O que estamos vendo é uma mudança estrutural no acesso ao crédito no Brasil. O microcrédito chega onde o sistema tradicional não alcança, especialmente para agricultores familiares que precisam de recursos acessíveis para produzir e crescer”, afirma.

Na prática, o impacto vai além do financiamento. O fortalecimento da agricultura familiar contribui para o desenvolvimento das economias locais, geração de renda e maior estabilidade na produção de alimentos. Em regiões onde o microcrédito avança, observa-se maior dinamismo econômico e inclusão produtiva.

Com o desempenho já registrado até março, a expectativa é de que 2026 consolide um novo patamar para o microcrédito no Brasil, ampliando seu papel no financiamento da base produtiva e no fortalecimento da agricultura familiar.

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Perto de completar dois anos, Centro Smart B100 consolida base científica e tecnológica para decisões agrícolas mais sustentáveis

Iniciativa apoiada pela FAPESP avança com plataforma digital baseada em inteligência artificial, integrando milhares de estudos e dados agronômicos para apoiar produtores rurais

Criado com o objetivo de aproximar o conhecimento científico da prática no campo, o Centro de Ciência para o Desenvolvimento Smart B100 (CCD SB100) se aproxima do fim de seu segundo ano de atividades acumulando avanços relevantes. A iniciativa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), já apresenta resultados concretos na construção de uma plataforma digital voltada à tomada de decisão no uso de fertilizantes e bioinsumos.

Entre os principais marcos está a validação de um protótipo funcional da Plataforma Smart B100, inicialmente direcionado às culturas de cana-de-açúcar e citros, ambas de grande relevância econômica. O sistema integra dados de solo, planta e clima para gerar recomendações de manejo baseadas em evidências científicas, utilizando modelos de inteligência artificial capazes de interpretar essas variáveis e responder, de forma contextualizada, às demandas de técnicos e produtores.

Outro avanço significativo foi a análise de mais de nove mil publicações científicas, permitindo identificar padrões de pesquisa, lacunas de conhecimento e critérios de qualidade para seleção de evidências. Esse processo de curadoria estrutura a base de dados da plataforma e garante que as recomendações estejam fundamentadas em estudos consistentes e revisados por pares, com destaque para o aprofundamento em citros.

Na frente de biotecnologia, o projeto tem investigado a interação entre características genéticas das plantas e microrganismos associados. Estudos com cana-de-açúcar indicam que o genótipo vegetal influencia diretamente as comunidades microbianas e suas funções, com impacto no crescimento das plantas e na tolerância a estresses ambientais.

O CCD SB100 também estruturou uma base de dados molecular para cana e citros, organizada a partir de centenas de estudos e padronizada para permitir análises integradas. Essa base abre caminho para conectar informações em diferentes níveis, do molecular ao agronômico, e traduzi-las em recomendações práticas no campo.

Na área de inteligência artificial, foram desenvolvidos modelos de linguagem adaptados ao vocabulário técnico da agronomia, além de sistemas automatizados para triagem e atualização contínua de artigos científicos. A plataforma também começa a incorporar análises de custo-benefício, buscando alinhar recomendações técnicas à viabilidade econômica das práticas agrícolas.

Com acesso previsto ao público via web a partir do segundo semestre de 2026, a Plataforma Smart B100 representa um avanço na digitalização do conhecimento agronômico. A proposta é apoiar decisões mais informadas, conciliando produtividade e conservação no campo.

O projeto é liderado pelo Instituto Agronômico (IAC), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) — por meio da FCA, FAAC, FFC e IB —, com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq), as Fatecs de Pompeia e Cotia, além da Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Segundo o pesquisador responsável pelo centro, Dr. Dirceu Mattos Jr., a iniciativa busca não apenas aplicar o conhecimento existente, mas também gerar novas evidências científicas que contribuam para práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis.

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A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) celebra resultados positivos da parceria com entidades de proteção ao Consumidor no RJ

ABIC reconheceu o trabalho da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON-RJ), da Proteção e Defesa do Consumidor do Estado do Rio de Janeiro (Procon-RJ), da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) em prol do combate aos cafés fraudados

A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) realizou hoje, 31/03, em sua sede, uma homenagem a Gutemberg de Paula Fonseca, Secretário de Estado de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro (SEDCON-RJ), Luiz Caetano, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), representado por Celso Mattos, Vice-Presidente da Federação, e Fábio Queiroz, Presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ). A iniciativa celebrou e reconheceu o trabalho realizado em conjunto entre as entidades, pautado pela transparência e ética, com o objetivo de coibir a prática irregular de venda de café fraudado e, assim, promover um mercado mais justo e seguro para toda a sociedade.

Durante a abertura da cerimônia, Celírio Inácio, Diretor-executivo da ABIC, destacou a importância da atuação integrada. “É tempo de agradecer a união das organizações. Sozinha, a ABIC não teria condições de retirar do mercado cerca de 16 toneladas de cafés fraudados em aproximadamente um ano e meio”, afirmou.

Já o presidente da Associação, Pavel Cardoso, ressaltou o papel estratégico da cooperação entre os setores público e privado: “Tem sido fundamental essa parceria para que a Portaria 570, que estabelece o Padrão Oficial de Classificação do café torrado no Brasil, seja, efetivamente, tracionada. Também é momento de celebrar resultados positivos. O Rio de Janeiro passa a ser modelo para outros estados de como agir quando o assunto é café fraudado. Estamos conseguindo, juntos, educar o varejista, o consumidor e o industrial e, assim, garantir um alimento seguro na mesa do brasileiro”, declarou Pavel.

O evento ainda contou com a presença de Claudir Rodrigues, Subsecretário de Proteção aos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais do Consumidor, figura também relevante para o sucesso das ações de busca e apreensão de cafés fraudados.

Fraude de café não tem vez

Ao receber a homenagem, Gutemberg de Paula Fonseca enfatizou o impacto direto da iniciativa para a sociedade. “É desleal um criminoso ‘concorrer’ com um industrial sério. Nosso papel é proteger o cidadão fluminense e estamos fazendo isso. A parceria formada tem impacto direto na sociedade para reafirmar que a fraude não tem vez. Vamos seguir defendendo o bom empresário, o setor produtivo e a economia. Afinal, a concorrência desleal quebra empresas e acaba com empregos. Minha promessa é ampliar essa parceria”, afirmou.

Representando a Firjan, o Vice-Presidente Celso Mattos destacou a relevância das integrações institucionais: “É fantástico incentivar ações a favor do desenvolvimento industrial. A parceria entre ABIC, Firjan, SEDCON-RJ e PROCON-RJ é a prova viva de que o diálogo entre os setores é fundamental para a promoção de um Rio de Janeiro mais justo e alinhado à legalidade”, pontuou.
Como encaminhamento, as entidades reforçaram o compromisso de seguir atuando de forma conjunta, ampliando ações de fiscalização, conscientização e educação do mercado, para assegurar que o café que chega à xícara do consumidor seja, de fato, puro, seguro e de qualidade.

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Em parceria estratégica, Tereos e Atvos lideram inovação com testes pioneiros de tratores autônomos na cultura de cana-de-açúcar no Brasil

Tecnologia demonstra potencial para elevar em 20% o rendimento dos equipamentos e reduzir em até 10% o consumo de diesel, impulsionando sustentabilidade e produtividade no campo

Em um movimento estratégico voltado à inovação, sustentabilidade e excelência operacional, Tereos e Atvos dão um passo decisivo para transformar o setor sucroenergético brasileiro ao realizarem os primeiros testes com tratores autônomos na cultura de cana-de-açúcar. A iniciativa reforça o compromisso das empresas em aprimorar a qualidade, a eficiência e a segurança das operações no campo, inaugurando uma nova era de modernização para o agronegócio nacional.

Os testes contaram com a tecnologia da ASI, empresa norte-americana e referência global em veículos autônomos com mais de duas décadas de atuação nos segmentos de mineração, construção e agricultura. A validação foi conduzida pela consultoria técnica Balanced Engineering e pela Agricef, responsável pela integração dos sistemas nos equipamentos, e evidenciou o potencial da automação em impulsionar tarefas agrícolas, aumentar a precisão operacional e otimizar custos, além de maximizar a produtividade sem necessidade de expandir área cultivada, permitindo extrair mais valor das áreas já existentes.

“Mais do que integrar a tecnologia, a Agricef atuou para adequar a solução da ASI às condições reais de operação das usinas, com base em sua forte presença no campo e domínio dos processos agrícolas no Brasil. Os resultados iniciais reforçam que as operações autônomas tendem a se consolidar como uma realidade no campo, contribuindo para uma agricultura cada vez mais sustentável”, afirma Efraim Albrecht, diretor de Operações na Agricef.

A iniciativa teve origem na Agri-Tech Experience, organizada pela Balanced e Agricef, e realizada nos Estados Unidos em outubro de 2024. O encontro aproximou produtores brasileiros e empresas americanas de automação, participando da FIRA 2024 e visitando membros da Pittsburgh Robotics Network ao longo de dez dias. A partir dessa experiência, formou-se a Brazilian Sugarcane Automation Alliance, parceria criada para avaliar tecnologias de automação já maduras e adaptá-las para a realidade do agronegócio brasileiro.

Entre maio e dezembro de 2025, os tratores foram submetidos a operações reais, comprovando um aumento potencial de 20% na produtividade dos equipamentos com o sistema autônomo. O avanço tecnológico também se destacou pela promoção da sustentabilidade: a adoção da solução resultou em redução de até 10% no consumo de diesel, reforçando o compromisso ambiental das empresas.

“A visão da ASI para a agricultura é levar a automação a todos os produtores — de pequenas propriedades a operações em larga escala — contribuindo para sistemas agrícolas mais resilientes”, afirma Mel Torrie, CEO da ASI. “Elemento central para uma automação sustentável é o Mobius®, sistema de comando e controle de frotas que permite a um único operador gerenciar múltiplos veículos não tripulados simultaneamente. A solução pode ser adaptada a tratores, pulverizadores ou colhedoras de qualquer marca, sem a necessidade de investimentos em máquinas novas.”

“Os testes representam um avanço decisivo para a modernização da operação agrícola no país. Ao validar a tecnologia em condições reais de campo e ao longo de diferentes operações do ano, conseguimos medir com precisão seu desempenho, seus ganhos operacionais e sua capacidade de escala. Este foi o primeiro passo para adaptar soluções autônomas já consolidadas no mundo à realidade brasileira. A criação da aliança foi fundamental para abrir as portas dessa inovação no Brasil e estamos certos de que essa tecnologia trará ainda mais eficiência, segurança e sustentabilidade para nossas ações no campo”, comenta Everton Carpanezi, diretor de Operações Agroindustriais da Tereos.

“A adoção de sistemas autônomos na cultura de cana-de-açúcar representa um marco para o agronegócio brasileiro. Com a sincronização de todos os equipamentos agrícolas envolvidos, como tratores, colhedoras e frota de apoio, conseguiremos não apenas otimizar processos e reduzir custos, mas também contribuir para uma agricultura mais sustentável e eficiente. Este projeto reforça nosso compromisso em liderar a transição energética, ao mesmo tempo em que impulsiona nossas equipes para os novos desafios e oportunidades trazidos pela digitalização do campo”, destaca Alexandre Maganhato, Vice-Presidente de Tecnologia, Inovação e Engenharia da Atvos.

Durante estes primeiros testes, a solução foi validada nas operações de grade e subsolagem, o que proporcionou insights valiosos sobre ajustes necessários para atender às demandas específicas de cada operação, ampliando a aderência do sistema às condições operacionais da cultura de cana-de-açúcar.

Foram identificadas e implementadas oportunidades de melhoria no sistema para atender às particularidades da topografia e do padrão operacional brasileiro, resultando em uma solução mais robusta e preparada para operar em diferentes cenários agrícolas.
A implementação da tecnologia contempla a capacitação dos colaboradores das operações, assegurando uma transição segura, sustentável e inclusiva. Os profissionais são preparados para novas funções, como supervisão de frotas autônomas, diagnóstico remoto e gestão de dados, fortalecendo a integração entre pessoas, tecnologia e decisões orientadas por inteligência operacional.

“A adoção de autonomia exige mais do que apenas comprar uma solução: requer prontidão operacional e alinhamento do negócio do produtor. A Balanced Engineering guia o cliente de ponta a ponta para transformar tecnologia em valor — apoiando decisões e execução — e criando as condições para resultados consistentes em escala”, diz Alex Foessel, Managing Partner da Balanced Engineering.

Com resultados promissores, Atvos e Tereos reafirmam o compromisso com a evolução da solução, focando na usabilidade e excelência operacional para viabilizar ganhos consistentes de escala e ampliar o impacto positivo nas operações agrícolas brasileiras.

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