A Boa Safra (SOJA3) divulgou na noite desta quarta-feira, 13, os resultados do 1º trimestre de 2026 (1T26) da companhia, que traz um recorde para os três primeiros meses do ano em pedidos em carteira: R$ 1,5 bilhão
O montante soma R$ 66 milhões (+4%) a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. O marco evidencia a demanda pelas sementes da Boa Safra e a diversificação do portfólio da empresa. O número também aponta para um ano mais otimista, mesmo em meio aos desafios vividos pelo setor.
“O primeiro trimestre, no ciclo da Boa Safra, é tradicionalmente um período de preparação e formação de estoque. É quando iniciamos a colheita, o beneficiamento das sementes e o início das vendas, que atingiram um valor histórico. Isso indica um cenário positivo para a empresa no segundo semestre, quando se concretiza nosso faturamento”, revela Marino Colpo, CEO da companhia.
O 1T26 também registrou Receita Operacional Líquida de R$ 132 milhões, alta de 20% no comparativo com o mesmo trimestre de 2025. O Lucro Bruto totalizou R$ 27 milhões, revertendo o resultado praticamente nulo apurado no 1T25. Já o EBITDA consolidado apresentou evolução relevante no período, passando de R$ -15 milhões no 1T25 para R$ 9 milhões no 1T26, refletindo a melhora operacional e a maior diluição de custos no trimestre.
A safra 2025/26 foi marcada por um regime de chuvas irregular na colheita, que refletiu em uma menor disponibilidade de sementes para a safra 2026/27. Diante desse contexto, a Boa Safra adotou uma postura proativa na originação de campos de sementes, ampliando sua área plantada contratada para 320 mil hectares, mas mantendo estável sua capacidade produtiva em 280 mil big bags.
“Mais do que expansão, a decisão se traduziu em um importante buffer operacional, mitigando riscos produtivos com a preservação da qualidade Boa Safra de sementes. Em um cenário de maior restrição da oferta de sementes, essa flexibilidade reforça a disciplina operacional e preserva a capacidade de atendimento aos nossos clientes”, explica Felipe Marques, CFO da companhia.
De forma complementar, a estratégia de diversificação segue avançando. As culturas além da soja vêm aumentando sistematicamente sua representatividade na receita, refletindo o amadurecimento dessas frentes e o melhor aproveitamento da estrutura logística e comercial já consolidada da empresa. No 1T26, a receita líquida excluindo grãos proveniente de novas culturas, serviços e insumos totalizou R$ 82 milhões, ante R$ 63 milhões no 1T25, um crescimento de 31% no comparativo trimestral[JH1] .
“O primeiro trimestre deste ano também marcou o início de um novo ciclo para a Boa Safra, com maior foco em eficiência operacional. E esse balanço começa a mostrar os resultados positivos das nossas ações para garantir a estabilidade e saúde financeira da empresa mesmo diante dos desafios que o agro enfrenta no Brasil e no mundo”, finaliza Marino.
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